Maceió

Santa Casa oferece tratamento completo para câncer de pulmão

Instituição reúne tecnologia, equipe especializada e terapias modernas no combate à doença
Por Ascom Santa Casa de Maceió 25/03/2026 - 14:53
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Ascom Santa Casa
Radioterapia destrói células cancerígenas e, em alguns casos, também pode aliviar sintomas como dor e cansaço
Radioterapia destrói células cancerígenas e, em alguns casos, também pode aliviar sintomas como dor e cansaço

O câncer de pulmão, segundo as estimativas de 2023, é o terceiro tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil e o quarto entre as mulheres, sem considerar os tumores de pele não melanoma. No cenário mundial, a doença ocupa o primeiro lugar em incidência entre os homens e o terceiro entre as mulheres. Em mortalidade, aparece como a principal causa de morte por câncer entre os homens e a segunda entre as mulheres.

A doença pode ser tratada de diferentes formas, dependendo das características de cada paciente. Na Santa Casa de Maceió, as principais opções terapêuticas estão disponíveis e são definidas de maneira individualizada, conforme explica a oncologista clínica e especialista em câncer de pulmão, Gabriela Monte.

Segundo a médica, a escolha do tratamento leva em consideração fatores como o tipo de tumor, a idade do paciente e o estadiamento da doença, que indica em que fase o câncer se encontra. “Nem todo paciente vai fazer o mesmo tipo de tratamento. Cada caso é avaliado de forma individual para que possamos indicar a melhor abordagem”, afirma.

Entre as alternativas está a cirurgia, geralmente indicada para os casos iniciais, quando o tumor ainda está localizado. Nesses casos, é possível retirar o tumor e uma margem de segurança do tecido pulmonar. A indicação é feita após avaliação de uma equipe especializada, que inclui o cirurgião torácico. “Na Santa Casa também contamos com cirurgia robótica, que amplia a precisão do procedimento, melhora o acesso à cavidade pulmonar e contribui para uma recuperação mais rápida do paciente”, explica a oncologista.

A radioterapia também é um recurso importante no tratamento. A técnica utiliza radiação para destruir células cancerígenas e pode ser aplicada isoladamente ou combinada com outros tratamentos, como cirurgia e quimioterapia. Em alguns casos, também pode ajudar a aliviar sintomas como dor e cansaço.

Além dessas abordagens, existem os chamados tratamentos sistêmicos, que atuam em todo o organismo. “Esse tipo de tratamento age em qualquer parte do corpo onde haja células do câncer”, explica Gabriela Monte. Atualmente, três principais modalidades estão disponíveis para pacientes com câncer de pulmão.

A imunoterapia é uma das abordagens mais recentes e utiliza o próprio sistema imunológico do paciente para combater o tumor. Pode ser aplicada isoladamente ou associada à quimioterapia e tem apresentado bons resultados, especialmente em pacientes idosos, por provocar menos efeitos colaterais.

Outra opção é a terapia-alvo, indicada para pacientes que apresentam mutações específicas identificadas em exames de biópsia. Nesse caso, o tratamento utiliza medicamentos direcionados exatamente para essas alterações. “É um tratamento bastante preciso, voltado para bloquear o mecanismo que levou ao desenvolvimento da doença”, explica a especialista.

Já a quimioterapia continua sendo um dos tratamentos mais utilizados. Embora seja a abordagem mais tradicional, atualmente costuma ser aplicada em combinação com outras terapias, principalmente nas fases iniciais do tratamento.Para a oncologista, o cuidado com o paciente vai além da escolha da técnica. “Cada pessoa é única e cada doença também. Por isso, o tratamento precisa ser definido por uma equipe especializada e sempre em diálogo com o paciente. O objetivo é tratar a doença da melhor forma possível, com mais eficácia e menos efeitos colaterais”, conclui.


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