Política
CPMI do INSS cancela reunião desta quarta e adia leitura do relatório
Integrantes esperam que STF decide se a comissão será prorrogada
A apresentação do relatório final da CPMI do INSS pelo deputado Alfredo Gaspar, que estava marcada para esta quarta-feira, 25, foi adiada. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), optou por suspender a leitura enquanto aguarda uma definição do STF sobre a continuidade dos trabalhos da comissão.
Viana afirmou que a extensão do prazo é necessária para a conclusão adequada das apurações e ressaltou que a medida está respaldada na Constituição.
"Toda decisão do Supremo, nós temos que respeitar. Mas eu espero com toda sinceridade que prevaleça o que diz a Constituição: que a minoria tem direito de investigar. E nós cumprimos todas as regras."
Segundo o senador, caso o Supremo derrube a decisão individual de Mendonça, o colegiado terá que finalizar os trabalhos até sábado (28), o que anteciparia a apresentação do relatório para sexta-feira (27).
"Se o Supremo decidir que não há prorrogação, aí infelizmente a CPMI acabou. Porque ela tem até sábado para poder entregar [o relatório final]. Teria que apresentar o relatório na sexta-feira. Mas eu não conto com isso. Tenho certeza de que haverá um julgamento correto, transparente, constitucional e que possivelmente precise de mais prazo."
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), afirmou que seu parecer final não cita o presidente Lula (PT) nem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, o documento tem cerca de 5.000 páginas e aponta 228 indiciados.
Gaspar afirmou que antecipou a conclusão do relatório diante da incerteza sobre a extensão dos trabalhos. Segundo ele, o texto já está pronto, mas poderá ser complementado com a prorrogação. A ideia era apresentá-lo nesta quarta-feira, mas a sessão foi adiada.
O deputado disse que o documento reúne depoimentos e dados obtidos por meio de quebras de sigilo. Segundo ele, o relatório também foi construído com base em informações da CGU (Controladoria-Geral da União) e do TCU (Tribunal de Contas da União)



