Supremo Tribunal Federal

Dados de ministros podem ter sido vazados por servidor, aponta Receita

Informações de familiares de integrantes da Corte também foram consultados irregularmente
Por Sputnik Brasil 18/02/2026 - 08:50
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O ministro do STF, Alexandre de Moraes
O ministro do STF, Alexandre de Moraes

A Polícia Federal (PF) realizou nesta terça-feira (17) mandados de busca e apreensão de quatros suspeitos de vazarem dados de autoridades, entre elas de familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. O rastreamento feito pela Receita permitiu identificar acessos indevidos, quanto tempo durou a visualização das páginas e se os dados do Fisco foram baixados ou impressos.

O mapeamento dos acessos também levou em conta as pessoas que tinham autorização para entrar no sistema por meio de procuração. Foi com base nessa informações que a operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A esposa de Moraes, a advogada Viviane Barsi, foi uma das vítimas. Seu escritório foi contratado pelo banco Master por R$ 3,6 milhões mensais para auxiliar na defesa dos interesses da instituição, de acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo em dezembro.

Outros integrantes da Corte também foram informados que dados de familiares foram consultados irregularmente.

A Receita Federal encontrou indícios de que um servidor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) cedido ao Fisco está envolvido na quebra de sigilo, lotado no Rio de Janeiro.

O funcionário já era alvo de outra investigação da corregedoria da Receita e da Polícia Federal sobre vazamento de dados e teria acessado irregularmente os sistemas da Receita e entregue dados para outras pessoas.

De acordo com matéria do jornal Folha de São Paulo, um robô foi utilizado para fazer o levantamento nos sistemas e verificar a quebra de sigilo de ministros e seus familiares que acessou dados de mais de 100 pessoas.

O ministro determinou medidas cautelares contra os investigados, incluindo: afastamento das funções públicas, proibição de acessar os sistemas da Receita, uso de tornozeleira eletrônica, quebra de sigilos e cancelamento de passaportes

Moraes já havia determinado que a Receita rastreasse qualquer consulta ou tentativa de acesso envolvendo integrantes do STF, além de esposas, filhos, irmãos e ascendentes, no âmbito do inquérito das fake news, que apura ataques coordenados contra integrantes da Corte nas redes sociais.

Por Sputinik Brasil


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