guerra
Trump se distancia de Netanyahu porque EUA perdem influência no Irã
Analista militar lembrou que os iranianos declaram que os EUA não estão no controle
Após a tentativa do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de escalar o conflito no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu se distanciar da figura do político israelense, declarou o coronel reformado Lawrence Wilkerson, ex-chefe de gabinete do secretário de Estado americano Colin Powell, no YouTube.
Wilkerson elaborou que o fato de os EUA terem pedido a Netanyahu que parasse de atacar o Líbano indica que os EUA saíram da zona de conforto nesta questão.
"Agora, Trump está realmente tentando se distanciar de Netanyahu. Se ele não fizer o que os EUA lhe dizem sobre o Líbano, essa distância aumentará", ressaltou.
Segundo o analista, isso significa que, nesse cenário, os Estados Unidos definitivamente não deixarão Israel em paz.
Ao mesmo tempo, ele salientou que a figura de Netanyahu fez com que os Estados Unidos perdessem o controle do conflito no Oriente Médio, deteriorando a situação de Washington diariamente.
Nesse contexto, o especialista sublinhou que os Estados Unidos afirmam ao mundo que controlam a situação, mas isso não é verdade.
Nesse contexto, o analista militar estadunidense lembrou que os iranianos declaram que os EUA não estão no controle.
"A cada minuto que passa, fica mais perigoso, não melhor. Se você ganhar guerras, as coisas terão de melhorar com o tempo", explicou.
Portanto, Wilkerson concluiu que a situação no Oriente Médio para os EUA está se deteriorando cada vez mais.
Após relatos de um cessar-fogo de duas semanas entre Irã e Estados Unidos, incluindo a cessação das hostilidades no Líbano, o Hezbollah suspendeu suas operações contra Israel.
Os combates da resistência xiita, entretanto, recomeçaram na semana passada, depois que as Forças de Defesa de Israel atacaram Beirute e áreas povoadas no sul do Líbano.
No mesmo dia, a mídia estadunidense informou que Trump pediu a Netanyahu que contivesse os ataques ao Líbano e iniciasse negociações.
Por Sputinik Brasil



