O Tribunal de Contas e a perda de credibilidade
O Tribunal de Contas de Alagoas parece ter entrado, há algum tempo, em preocupante rota de colisão com os princípios que deveriam orientar uma instituição responsável por fiscalizar a correta aplicação dos recursos públicos.
Em vez de fortalecer sua imagem como órgão técnico, independente e comprometido com o interesse público, acumula decisões que alimentam questionamentos e desgastam sua credibilidade perante a sociedade.
A escolha de um novo conselheiro, sucedendo o próprio pai aposentado, reforçou a percepção de um modelo que muitos classificam como uma espécie de “herança institucional”.
Mais do que isso, a rápida ascensão ao comando da Corte ampliou o debate sobre os critérios de ocupação dos cargos e sobre a necessidade de preservar o caráter técnico que deve nortear um Tribunal de Contas. O problema não se resume a nomes.
O que está em discussão é o futuro de uma instituição que deveria ser referência em independência, fiscalização e defesa do patrimônio público. Quando prevalece a impressão de que interesses políticos se sobrepõem ao mérito e à qualificação técnica, quem perde é a confiança da população.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA



