Nomeação de namorada mancha imagem de Rodrigo Cunha

Nomear a namorada para cargo público não seria nenhum ato de improbidade não fosse o amante um senador da República que se elegeu empunhando a bandeira da moralidade no serviço público.
Rodrigo Cunha poderia ter colocado a namorada para trabalhar em seu gabinete, como faz a maioria de seus colegas de Senado e Câmara, mas para manter a falsa reputação de parlamentar íntegro, preferiu optar pelo nepotismo cruzado.
A competência da moça – que se apresenta como cantora, advogada e empresária – não está sendo questionada, mas sua nomeação põe em dúvida a seriedade do senador e expõe o prefeito que a nomeou.
Afinal JHC foi eleito prefeito vendendo a esperança de uma gestão moderna, focada na meritocracia e na seleção dos melhores via concurso público e curriculum vitae, sem os vícios da velha política.
Em tempo: atendendo pedido do então candidato JHC, centenas de jovens enviaram seus currículos ao gabinete do prefeito em busca de trabalho via cargo comissionado. A coluna não tem notícia se algum deles foi nomeado.