A caixa-preta de JHC
Ao sinalizar que pretende disputar o Governo de Alagoas, JHC despertou a ira de opositores e de aliados que tiveram interesse contrariados ou ficaram para trás no projeto político do ex-prefeito de Maceió. Quando oficializar sua candidatura a governador acabam as deferências dos que tentam cooptá-lo para uma aliança governista e começa a guerra eleitoral pra valer.
Após seis anos no comando da capital, JHC deixa o cargo com alto índice de aprovação e bem avaliado para o governo do Estado. Mas ninguém chega ao final de uma gestão pública sem deixar projetos inacabados, alguns esqueletos no armário e aliados transformados em inimigos ao longo do caminho.
JHC construiu sua carreira política denunciando os malfeitos de seus colegas deputados estaduais o que lhe rendeu surpreendente vitória para a Câmara Federal. Chegou à prefeitura da capital empunhando a bandeira da moralidade no serviço público e logo botou a campanha nas ruas, ou melhor, nas redes sociais, de olho na sucessão estadual de 2026.
A gestão do ex-prefeito de Maceió tem muito a mostrar aos eleitores de Alagoas, mas também tem alguns esqueletos que precisam ser exorcizados antes que opositores violem tumbas e armários em busca de alguma caixa-preta. No embate eleitoral não há limites éticos; o vale-tudo passa a ser a principal arma dos competidores.
Até onde se sabe o ex-prefeito não enfrenta processo por desvios éticos, mas precisa explicar ao eleitorado a polêmica dos R$ 100 milhões da previdência municipal investidos no falido Banco Master. JHC também deve prestar contas do acordo bilionário com a Braskem antes que o caso seja explorado por opositores durante a campanha eleitoral.
O senador Renan Filho, principal concorrente de JHC ao Governo de Alagoas, também tem lá seus esqueletos nutridos nos dois mandatos de governador. A diferença é que já são conhecidos do distinto público.



