Sucessão indefinida
A três meses das eleições de outubro a sucessão estadual se mantém indefinida e seus principais atores se digladiam em uma inútil guerra de acusações mútuas. Os pré-candidatos a cargos majoritários podem mudar de posição até 15 de agosto, quando expira o prazo para registro de candidaturas, aumentando a tensão de aliados e eleitores.
Renan Filho botou a campanha nas ruas em busca do terceiro mandato de governador, mas nos bastidores da sucessão especula-se que ele pode desistir da candidatura para assumir o mandato de senador. Em seu lugar entraria o senador Renan Calheiros, que trocaria a reeleição pela disputa ao governo do Estado.
JHC sequer formalizou sua candidatura a governador, mas alimenta essa possibilidade e amplia seus contatos com prefeitos, vereadores e lideranças do interior em busca de apoio ao seu projeto político. Mas nos bastidores especula-se que o ex-prefeito de Maceió pode recuar para uma disputa ao Senado, com mais chances de vitória.
Nos últimos dias circulou a versão de que os dois lados estariam articulando uma aliança branca envolvendo os principais caciques políticos, mas o que está definido é um acordo informal entre Renan Calheiros e Arthur Lira, candidatos ao Senado. A dobradinha visa dificultar a vida de Alfredo Gaspar e de Davi Davino e aumentar as chances de vitória da dupla.
Tudo isso está no terreno das especulações, enquanto no mundo real governistas e opositores travam uma batalha judicial com foco na divulgação de pesquisas eleitorais. Os dois lados dispõem de verdadeiro batalhão de advogados para contestar qualquer consulta de intenção de voto que possa trazer prejuízos à campanha, o que só aumenta a desconfiança nas pesquisas eleitorais.



