Conteúdo do impresso Edição 1373

MOBILIDADE URBANA

Capitais do Nordeste devem ganhar mais 659 km de malha viária

Investimentos previstos para as sedes das regiões metropolitanas podem atingir R$ 73,6 bilhões
BNDES
Estudo de mobilidade envolve transporte por metrô, VLT e BRT
Estudo de mobilidade envolve transporte por metrô, VLT e BRT

O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana, concluido recentemente e divulgado esta semana, aponta que a região Nordeste do Brasil deverá ser a grande beneficiária, nos próximos anos, com fortes investimentos públicos e privados na expansão e melhoria de suas redes de transporte urbano.

Esses apontamentos - levantados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), nesse estudo que o banco encomendou para mapear a realidade da mobilidade urbana e nortear as aplicações financeiras nesse segmento, sobretudo como ferramenta na formulação de argumentos que convençam os investidores privados-, dão conta de que as regiões metropolitanas das capitais do Nordeste deverão ser as grandes beneficiárias de novos empreendimentos.

O BNDES registra que a região já tem validados cerca de 50 projetos nesse terreno da mobilidade urbana, com melhoria e ampliação das malhas viárias, que prevêm a modernização dos sistemas de ônibus, com a incorporação de modernos veículos elétricos, por meio da renovação de frotas, e a implantação e ampliação de sistemas de média e alta velocidade, como metrôs, VLTs (Veículo Leve sobre Trilhos) e os mais recentes BRTs (Bus Rapid Transit).

Os investimentos previstos para as sedes das regiões metropolitanas das capitais são bastante expressivos do ponto de vista de volume, com potencial de mobilização de recursos que podem atingir R$ 73,6 bilhões.

Esse montante faz parte da estratégia nacional de expansão da malha metroviária e da abertura e reforço de corredores exclusivos de transporte urbano prevista pelo governo federal para todo o território nacional, prevendo um esforço financeiro da ordem de R$ 400 bilhões. 

No Nordeste, os projetos já validados pelo BNDES visam ampliar a extensão da rede da malha estruturante para 659 quilômetros, assegurando um expressivo ganho de produtividade e uma acentuada redução de custos operacionais, graças à mopdernização dos novos veículos a serem incorporados.

Os projetos nas capitais nordestinas, inseridos numa perspecativa nacional, são resultado de um ambicioso plano que mapeou 187 intervenções em 21 regiões metropolitans brasileiras, extraindo o que de mais acertado existe nos modelos visitados. Em todo o território nacional, o plano projeta a expansão de mais de 3 mil quilômetros de trilhos e faixas exclusivas.

O modelo desse arrojado plano está fundado na viabilização f inanceira de parcerias público--privadas, onde o setor público arca com cerca de 80% dos valores, vindos os 20% restantes dos investidores privados. Tudo isso vai gerar na sua implantação aproximadamente 1,3 milhão de novos postos de trabalho por ano durante todo o período de implantação. Os anos de 2026 e 2027 estão dedicados à estruturação técnica e jurídica, até garantir a presença dos recursos privados nas parcerias. Os 50 projetos estratégicos, definidos para os 659 km de expansão de rede na região Nordeste, estão assim distribuídos nas capitais:

SALVADOR

9 projetos, 171 KM de expansão e investimentos de R$ 13,1 bilhões 

FORTALEZA 

11 projetos, 158 km de expansão, R$ 21,5 bihões 

NATAL 

5 projetos, R$ 6,2 bilhões, 77 km de expansão

RECIFE

6 projetos, 150 km de expansão, R$ 18,2 bilhões 

MACEIÓ 

5 projetos, R$ 13,1 bilhões 42 KM de expansão 

JOÃO PESSOA

5 projetos, R$ 2,1 bilhões, 63 km de expansão

TERESINA 

3 projetos, R$ 3,6 bilhões 45 km de expansão, 

(Publicado na coluna Brasil em Pauta do portal Meio News)


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