Secom Maceió
Cemitério Santo Antônio está interditado desde o ano passado
A transferência do Cemitério Santo Antônio para outro espaço ainda não está decidida entre o governo municipal e a Braskem. Portanto, é precoce falar sobre qual destino será dado aos restos mortais que descansam naquele “campo santo”. Localizado em Bebedouro, o cemitério é um dos mais antigos de Maceió e foi interditado no ano passado por causa da instabilidade no solo provocada pela exploração do sal-gema pela Braskem.
Segundo o Gabinete de Gestão Integrada dos bairros afetados(GGI), a compra de um terreno para construção de novo cemitério pode não ser a opção adequada. Há algumas possibilidades ainda em estudo sobre o que fazer no caso, como a transferência dos restos mortais para outro cemitério público ou privado, através de uma parceria.
Construir um cemitério é uma iniciativa considerada “complexa” pelo GGI e que implica burocracia em todo o processo, como conseguir uma área que tenha viabilidade para adquirir licença ambiental por exemplo. Outra situação em estudo é o pagamento de indenização aos proprietários de mausoléus e terrenos privados no cemitério. Muitas famílias compraram do poder público os espaços para sepultamento e o bem material deve receber o mesmo tratamento dado aos imóveis do bairro.
Por enquanto, o GGI está estudando uma maneira de conseguir garantir às famílias o direito de visitar os túmulos dos parentes sepultados no Santo Antônio, atendendo a uma reivindicação dos moradores. O cemitério está no Mapa de Setorização de Danos e de Linhas de Ações Prioritárias, elaborado em conjunto com a Defesa Civil Nacional e Serviço Geológico do Brasil (CPRM), portanto, se houver visitação, deve ser por agendamento e supervisionada, além de respeitar os protocolos sanitários.
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