ECONOMIA

Fatura do cartão de crédito: dá para adiar o pagamento por causa do Coronavírus?

Por InfoMoney 05/04/2020 - 09:33
Atualização: 05/04/2020 - 09:37
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Divulgação
Fatura do cartão de crédito ficou de fora da lista das medidas anunciadas
Fatura do cartão de crédito ficou de fora da lista das medidas anunciadas

Todos viram as notícias sobre a possibilidade de pedir o adiamento das parcelas de financiamentos de imóveis e automóveis, na esteira das medidas para aliviar o impacto econômico do coronavírus.

No entanto, a dívida que mais incomoda os brasileiros tem outro nome: cartão de crédito. Historicamente, ela sempre foi a principal vilã dos orçamentos domésticos.

Segundo pesquisa da CNC, 78% das famílias endividadas possuem dívidas no cartão de crédito – e o total de famílias endividadas no Brasil é de 65%.

Ainda assim, a fatura do cartão de crédito ficou de fora da lista das medidas anunciadas pela Febraban e pelos bancos.

De acordo com o anúncio, os cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander) vão prorrogar por até 60 dias o prazo de vencimento de dívidas de pessoas físicas, além de micro e pequenas empresas.

Em um primeiro momento, vi muita gente preocupada – e depois, frustrada – por não conseguir a prorrogação.

Com a crise, uma pesquisa realizada pela FSB mostrou que um em cada quatro trabalhadores já sentiram uma diminuição de renda – tendência que só deve crescer neste momento.

A recomendação para quem não consegue arcar com a fatura do cartão de crédito é, em primeiro lugar, tentar refinanciar a dívida.

Buscar um empréstimo pessoal (seja no seu banco ou em uma outra instituição financeira, como uma fintech) é uma forma de ficar com uma dívida mais barata – atualmente, os juros médios do cartão de crédito estão em 322% ao ano, segundo dados do Banco Central.

Caso não consiga um empréstimo, é melhor parcelar a fatura do cartão do que pagar apenas o valor mínimo – esta última opção costuma ser, de longe, a mais cara.

Para quem estiver nessa situação, é essencial cortar o máximo possível de gastos e adiar grandes decisões financeiras.

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