CLOROQUINA
Alagoas e outros 13 estados decidem ignorar protocolo do Ministério da Saúde
Entes afirmam que não há evidências científicas da eficácia do remédio
Alagoas e outros 14 estados brasileiros ignoraram o protocolo do Ministério da Saúde de ampliar o uso da cloroquina e hidroxicloroquina para pacientes com sintomas leves de Covid-19. A recomendação foi feita no dia 20 de maio.
De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, os entes da Federação concordam em afirmar que não há evidências científicas da eficácia do remédio.
A cloroquina entrou na agenda política da pandemia no país por causa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que seguiu o exemplo do americano Donald Trump e defende o uso da droga.
Antes da mudança do protocolo, a indicação dos medicamentos era apenas para pessoas com sintomas graves e críticos. O medicamento era receitado também a pacientes em acompanhamento hospitalar.
Apesar do empenho de Bolsonaro e do governo em popularizar a substância, na prática houve baixa adesão dos estados aos remédios.
Além de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo ignoraram a recomendação.
Estados Unidos
Apesar de ser uma substância recomendada por Donald Trump, a FDA (agência que regula medicamentos nos EUA) revogou na segunda-feira, 15, a autorização de uso emergencial da hidroxicloroquina para tratar Covid-19.
O órgão americano disse que, com base em novas evidências, não é mais razoável acreditar que a cloroquina e a hidroxicloroquina poderiam ser eficazes contra a nova doença.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) mantém estudos clínicos com hidroxicloroquina para tratamento da Covid-19 no programa internacional Solidarity. A entidade havia suspendido, em 25 de maio, as pesquisas com o medicamento para reavaliar a segurança.
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