Férias e Riscos

Afogamentos estão entre principais causas de mortes de crianças

Em janeiro de 2026 foram registradas 18 mortes por afogamento de crianças e adolescentes em Alagoas
CBMAL
Guarda Vidas atuando na prevenção de afogamento na praia do Francês
Guarda Vidas atuando na prevenção de afogamento na praia do Francês

Afogamentos estão entre as principais causas de morte de crianças no Brasil, segundo alerta da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), que lança neste mês uma campanha para a prevenção desses acidentes. Por dia, quatro crianças morrem no país por esse tipo de acidente.

Segundo a Sobrasa, entre as crianças de 1 a 4 anos de idade, o afogamento é a segunda causa de morte mais frequente. Entre as de 5 a 9 anos, cai para a terceira posição; e, dos 10 aos 24 anos, ocupa a quarta.

Alagoas registrou um aumento significativo no número de afogamentos e resgates de crianças e adolescentes nos últimos anos, o que acendeu um forte alerta entre as autoridades de saúde e segurança. Apenas no mês de janeiro de 2026, o estado contabilizou 18 mortes por afogamento, refletindo um cenário alarmante que se estende por praias, rios e, principalmente, piscinas residenciais

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Presidente da Sobrasa, o coronel Fábio Braga, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, destaca que o período de férias escolares deve ser de atenção redobrada entre pais e responsáveis para a prevenção de afogamentos.

“Até 95% dos afogamentos poderiam ser evitados através de educação e informação”, destacou Braga.

De acordo com a Sobrasa, metade dos afogamentos envolvendo crianças acontece dentro do ambiente doméstico, em piscinas, vasos sanitários, máquinas de lavar, banheiras, caixas d’água e reservatórios. 

Entre as medidas para a prevenção estão a supervisão permanente de um adulto, a instalação de barreiras de proteção em piscinas, o isolamento de reservatórios de água e a educação sobre segurança aquática desde a infância.

No Brasil, a cada 90 minutos, uma pessoa morre afogada, e quatro a cada dez vítimas têm menos de 29 anos. O total de casos em um ano chega a 5.742, e dois terços desses afogamentos ocorrem em rios, lagos e represas. 

 


Campanha

Pelo Dia Mundial de Prevenção do Afogamento, comemorado em 25 de julho, a Sobrasa promoverá uma campanha com 10 mil voluntários da organização no país. Participam também instituições públicas e privadas, universidades, clubes, corporações de bombeiros, guarda-vidas, entre outros. 

Segundo afirmou Fábio Braga, a ideia é celebrar a vida e passar à população uma mensagem de alerta sobre o problema dos afogamentos e medidas educativas de prevenção.

A Sobrasa destaca que o afogamento não acontece por acaso. Por isso, informação, vigilância e comportamento seguro são as formas mais eficazes de evitar mortes. 

Entre as ações, está prevista a iniciativa Celebrando sua Cidade, que promoverá palestras, cursos e treinamentos sobre segurança aquática em diferentes estados brasileiros.

Outra ação será o movimento Go Blue – Vista-se de Azul, que incentiva a iluminação de monumentos, prédios públicos e pontos turísticos na cor azul. Já estão confirmados para se “vestirem” de azul, em 25 de julho, o monumento do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; o Estádio Mané Garrincha, em Brasília; a Arena Castelão, no Ceará, entre outros.

Estatísticas e Perfil dos Acidentes (Sobrasa)

-Ambiente doméstico: Cerca de 50% dos afogamentos com crianças pequenas acontecem dentro de casa.
-Pontos críticos residenciais: Piscinas, banheiras, baldes, vasos sanitários e máquinas de lavar representam os maiores riscos.
-Faixa etária de 1 a 9 anos: As piscinas residenciais e a ausência de barreiras físicas concentram 55% dos óbitos dessa idade.
-Faixa etária acima de 10 anos: Os acidentes migram majoritariamente para águas naturais, como rios, represas e praias.
-Fator de sucção: Crianças de 4 a 12 anos que já sabem nadar correm sério risco devido à força de sucção de bombas de piscinas mal protegidas. 


Diretrizes de Prevenção Recomendadas


-Supervisão ativa: Manter-se à distância máxima de um braço da criança em qualquer ambiente aquático.
-Barreiras físicas: Instalar cercas de proteção com portões de fechamento automático ao redor de piscinas.
-Esvaziamento de recipientes: Virar baldes de cabeça para baixo e manter tampas de vasos sanitários e lavadoras fechadas.
-Cuidado com ralos: Utilizar ralos anti-aspiração e desligar a bomba de filtragem enquanto a piscina estiver em uso. 

 



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