INVESTIGAÇÃO
Suspeito de matar professor no Antares é lutador e cometeu crime por dívida
Homem confessou crime, relatou luta corporal e disse que cobrança motivou ataque
O suspeito de matar o professor de Educação Física José Neilton Ferreira de Souza, de 60 anos, no bairro do Antares, em Maceió, é lutador de Muay Thai e afirmou à polícia que o crime foi motivado por uma dívida trabalhista. Adriano Lucas Silva de Oliveira, de 31 anos, foi preso em flagrante terça-feira, 6, na Barra de Santo Antônio, no Litoral Norte de Alagoas.
O homicídio ocorreu domingo, 4, dentro do apartamento da vítima. Segundo a Polícia Civil (PC), o suspeito confessou o crime e relatou que houve uma luta corporal após um desentendimento relacionado à suposta dívida.
De acordo com a investigação, Adriano teria ido até a residência do professor para cobrar valores referentes a serviços prestados em uma academia pertencente à vítima. Ele alegou que não recebeu o pagamento e que, durante a discussão, os dois entraram em confronto físico.
O corpo de José Neilton foi encontrado com um cabo branco enrolado no pescoço, e a perícia apontou que a morte ocorreu por asfixia. No local, também foi localizado um vaso quebrado, que, segundo a polícia, pode ter sido usado para atingir a cabeça da vítima.
Em depoimento, o suspeito afirmou que o professor teria batido a cabeça na parede durante a luta e desmaiado. As delegadas responsáveis pelo caso informaram que Adriano admitiu ter enforcado a vítima com um fio após ela perder a consciência.
A Polícia Civil investiga se havia algum relacionamento afetivo entre os dois e se o crime foi motivado exclusivamente pela cobrança da dívida. As apurações também indicam que o suspeito levou o carro, o celular e a carteira do professor. O veículo, um Peugeot 2008, foi localizado em frente à casa da namorada de Adriano.
Segundo a polícia, o homem pratica Muay Thai há cerca de 15 anos, tentou negociar a venda do carro roubado e não demonstrou arrependimento durante o depoimento.
O suspeito foi encaminhado à Central de Flagrantes e deve passar por audiência de custódia. Ele responderá por homicídio qualificado. A operação foi coordenada pelas delegadas Tacyane Ribeiro e Camila Chacon, e as investigações continuam para apurar se há outros crimes relacionados ao caso.



