Assistência Social
Alagoas tem 29 mil famílias na fila de espera do Bolsa Família
43.921 pessoas em situação de vulnerabilidade não têm acesso à renda transferida pelo governo
O Programa Bolsa Família (PBF) tem 1,99 milhão de famílias ou 3,19 milhões de pessoas na fila de espera para conseguir o benefício, segundo dados do Cadastro Único que, embora estejam aptas e cumpram todos os critérios de elegibilidade ao programa, ainda aguardam a concessão da transferência de renda. Esse contingente caracteriza a chamada demanda reprimida do Bolsa Família.
Na quinta-feira,17, o presidente Lula anunciou um reajuste de 15% para os benefícios pagos pelo programa Bolsa Família, que passa a valer a partir de outubro. Segundo o governo, o aumento está dentro do permitido pela lei que criou o programa e se trata da reposição da inflação dos últimos anos, quando os benefícios ficaram congelados.
Levantamento CNM
Em recente levantamento, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) apontou que a demanda reprimida do Bolsa Família em Alagoas chega a 29.124 famílias. Isso representa 43.921 pessoas em situação de vulnerabilidade sem acesso à renda transferida pelo governo.
Fazendo uma comparação entre os estados da região Nordeste, Alagoas apresenta atualmente o segundo menor número de famílias na demanda reprimida do Bolsa Família. Sergipe está em primeiro lugar com 17 mil famílias: Alagoas – 29.124 famílias
Bahia – 134.045 famílias
Ceará – 80.600
Maranhão – 51.683
Paraíba – 41.677
Pernambuco – 1014.712
Piauí – 40.599
Rio Grande do Norte – 35.321
Sergipe – 17.171
No cenário nacional os dados do Cadastro Único mostram uma acentuada concentração geográfica em quatro estados: São Paulo (612,1 mil pessoas), Rio de Janeiro (571,7 mil pessoas), Bahia (189,6 mil) e Minas Gerais (188,7 mil pessoas).
Somados, eles contam com aproximadamente 49% de toda a demanda reprimida do país. No extremo oposto, as menores filas em termos absolutos foram registradas nos estados de Roraima (10,4 mil pessoas), Rondônia (11,2 mil pessoas) e Acre (12,4 mil pessoas).
No mês de junho, o Programa Bolsa Família contemplou 508.982 famílias nos 102 municípios de Alagoas, segundo dados do governo federal. O investimento chegou a R$ 349 milhões para garantir um benefício médio de R$686,21.
Em Alagoas 225.899 crianças de zero a seis anos também recebem o Benefício Primeira Infância, um adicional de R$ 150 destinado a cada integrante dessa faixa etária na composição familiar. O investimento para assegurar esse repasse no estado gira em torno de R$ 32,6 milhões mensais.
Os dados do PBF mostram pagamento de outros benefícios complementares, no valor adicional de R$ 50, que chegam a 21,3 mil gestantes, 10,5 mil nutrizes e 363,7 mil crianças e adolescentes de sete a 18 anos no estado. Para esses pagamentos, o investimento supera R$ 48,5 milhões.
No mês de junho, o Bolsa Família alcançou em Alagoas, em seu grupo prioritário e específico, 2,8 mil famílias com pessoas em situação de rua, 5 mil com pessoas indígenas, 9,1 mil com quilombolas, 76 com crianças em situação de trabalho infantil, 1,4 mil com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 9,2 mil com catadores de material reciclável.
Maceió foi o município com maior número de beneficiários em Alagoas no período, com 105,6 mil famílias atendidas. Na sequência, as cidades com maior número de famílias atendidas foram Arapiraca (28,5 mil), Palmeira dos Índios (13,9 mil), Penedo (12,5 mil) e Rio Largo (11,6 mil).Segundo o governo, São José da Laje foi o município com maior valor médio de benefício em junho: R$ 722,23. Em seguida, aparecem São José da Tapera (R$ 715,80), Belo Monte (R$ 714,13), Murici (R$ 712,12) e Ibateguara (R$ 711,76).



