EXPLORAÇÃO

Casas de farinha colocam Alagoas em lista suja do trabalho escravo

Por Com Agência Brasil 04/04/2019 - 08:47
Atualização: 04/04/2019 - 17:21
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Foto: Portal/MTe
Polícia Federal durante fiscalização em fazendas
Polícia Federal durante fiscalização em fazendas

O Ministério da Economia divulgou na quarta-feira, 3, a atualização do cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à de escravo.

Na lista, que denuncia pela prática do crime 187 empregadores, entre empresas e pessoas físicas, consta duas casas de farinha em Alagoas e um engenho em Pernambuco.

As casas de farinha estão localizadas na zona rural da cidade de Feira Grande. O empregador foi incluído na lista em 2019 após manter 38 pessoas em condição análoga à de escravidão. 

Pela mesma razão, outro empregador, do engenho em Pernambuco, foi listado pelo ministério ao manter outros 52 trabalhadores em situação semelhante.

A legislação brasileira atual classifica como trabalho análogo à escravidão toda atividade forçada - quando a pessoa é impedida de deixar seu local de trabalho - desenvolvida sob condições degradantes ou em jornadas exaustivas. 

Também é passível de denúncia qualquer caso em que o funcionário seja vigiado constantemente, de forma ostensiva, por seu patrão.


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