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Atleta alagoana conquista duplo ouro no jiu-jitsu e projeta carreira internacional
Aos 13 anos, a alagoana Evelly Vitória conquistou dois ouros no Recife Spring Open, competição de jiu-jitsu realizada em 1º de novembro, em Recife, Pernambuco. Representando Maceió e a Academia Alan Barros, a atleta ficou em primeiro lugar nas modalidades Gi, disputada com quimono, e No-Gi, sem quimono. Ela começou a praticar o esporte aos 10 anos e pretende ampliar sua participação em campeonatos nacionais e internacionais.
A conquista foi resultado de uma preparação que, segundo Evelly, exige dedicação diária. Em entrevista ao EXTRA, a atleta contou que treina de três a quatro horas por dia. Nos períodos de preparação para competições importantes, a carga pode aumentar. “Quando estamos em período de foco total para competições importantes, essa rotina dobra: já cheguei a treinar cerca de seis a sete horas por dia”, relatou.
Evelly também destacou o papel da rede de apoio desde o início da trajetória no esporte. “Minha família e meus amigos sempre foram meu maior apoio”, afirmou a atleta, que começou a treinar aos 10 anos.
O que começou como curiosidade se transformou em uma escolha ainda no primeiro contato com o tatame. Ela falou que foi naquele momento que percebeu que queria seguir no jiu-jitsu. “Logo que pisei no tatame pela primeira vez, percebi que era aquilo que eu queria para mim. O jiu-jitsu entrou na minha vida de forma muito natural e transformadora”, contou.
No Recife Spring Open, a atleta competiu em duas modalidades que exigem adaptações técnicas. No Gi, em que os competidores utilizam quimono, Evelly afirma ter três anos de experiência em competições. Nessa modalidade, o uso das lapelas, mangas e pegadas faz parte das estratégias de combate.
Já no No-Gi, disputado sem quimono, o ritmo é diferente, segundo a atleta. “É muito mais acelerado, exige mais agilidade, transições rápidas e ajuste de pressões corporais e defesas de justa, já que não temos o quimono para segurar”, explicou. Ela afirma que participou de apenas três lutas nessa modalidade até agora e que a preparação é voltada à adaptação dos movimentos.
Para chegar à competição, Evelly treinou no CT Alan Barros e contou com o apoio dos professores e da equipe. Ao comentar as duas medalhas de ouro, ela relacionou o resultado ao trabalho realizado durante a preparação. “Conquistar dois ouros em uma competição de alto nível como o Recife Spring Open mostra que todo o suor e as horas de treino diárias valeram a pena. Foi a recompensa por um trabalho feito com muita dedicação ao lado dos meus professores e da minha equipe”, afirmou.
Além do jiu-jitsu, a rotina da atleta inclui escola e musculação. Evelly afirma que conciliar as atividades com o descanso e a vida familiar é uma das partes mais difíceis da preparação. “A parte mais difícil é o desgaste físico e mental para manter o ritmo forte diariamente. Eu estudo, faço academia e treino jiu-jitsu. Conciliar os estudos, a musculação e a alta intensidade dos treinos com o descanso e a força psicológica exige muita disciplina e organização”, disse.
A mãe da atleta, Elaine Rozendo, também relata mudanças na rotina da família para acompanhar a trajetória da filha. Segundo ela, o esporte contribuiu para o comportamento e a disciplina de Evelly, inclusive nas atividades escolares e nas responsabilidades em casa. “O esporte transformou completamente o comportamento e a disciplina dela. Ela aprendeu responsabilidade não apenas no jiu-jitsu, mas também na escola e nos deveres de casa”, afirmou.
Elaine conta que o apoio à filha exige ajustes no dia a dia e, às vezes, a família precisa abrir mão de compromissos. “É um pouco difícil, porque a gente precisa abdicar de várias coisas, abrir mão de momentos e ajustar toda a nossa rotina para conseguir apoiar o sonho dela. Mas, quando a gente vê o brilho nos olhos dela e o quanto ela ama o que faz, vale muito a pena”, declarou.
A mãe da atleta também ressaltou o apoio dos professores fora dos tatames. Segundo ela, em alguns dias, Evelly Vitória chega em casa após as 23h, e os profissionais ajudam a levá-la de volta, contribuindo com a rotina da família. “Agradeço a Deus todos os dias por ter colocado eles na vida dela. Ela não tem eles apenas como professores, mas como uma família que a acolhe todos os dias”, disse.
Planos para os próximos campeonatos
Depois dos dois títulos no Recife, Evelly afirma que pretende continuar evoluindo tecnicamente e buscar espaço em competições de maior alcance. Entre os objetivos estão novas conquistas em campeonatos nacionais e internacionais, tanto no Gi quanto no No-Gi. A atleta também diz que deseja incentivar outras meninas a conhecerem e praticarem o jiu-jitsu.
“Quero buscar novas conquistas importantes em grandes campeonatos nacionais e internacionais, tanto na modalidade Gi quanto ganhando mais experiência e destaque no No-Gi. Além disso, quero continuar inspirando outras meninas a entrarem no esporte”, afirmou.
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