TRÁFICO

MP decreta prisão de assassinos que torturaram vítima na Chã do Pilar

Por Tamara Albuquerque com assessoria 26/02/2021 - 13:45
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MPAL
Ministério Público de Alagoas
Ministério Público de Alagoas

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) pediu a prisão preventiva de três homens acusados no assassinato de Raul Pablo da Silva, crime ocorrido em janeiro deste ano, na Chã do Pilar. A Promotoria de Justiça da Comarca ofereceu a denúncia contra Luiz Carlos Gomes de Araújo, preso em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver, estendendo o pedido a Geraldo da Silva Félix, conhecido como “Mago” e Vinícius Nogueira dos Santos, conhecido como “mano louco”, ambos também presos por outras ações criminosas. Todos são acusados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A motivação do crime seria débito com o tráfico de drogas.

De acordo com os autos, Raul Pablo da Silva era usuário de drogas e estaria em débito com os traficantes, motivo que o levou à morte. Testemunhas do homicídio reportaram a autoria aos nomes acima mencionados, detalhando os requintes de crueldade.

O caso

Na madrugada do dia 31 de janeiro, os acusados participavam de uma festa quanto teriam avistado a vítima. “Mago” abordou Raul Pablo pegando-o pelo pescoço, chamando-o ironicamente de “prego”, referindo-se a ele como devedor – já que os acusados do assassinato seriam traficantes-, e em seguida o levou para dentro de uma casa. Minutos depois, Raul Pablo foi arrastado para a rua onde foi torturado.

“De forma bárbara, impiedosa, inclusive causando comoção da sociedade, a vítima foi espancada com murros, chutes, socos e, como se não bastasse, insatisfeitos, os criminosos desferiram-lhes golpes a pauladas e pedradas até desmaiar dando sequência à violência que resultou na morte. Depois disso, planejaram e executaram a ocultação do cadáver, encontrado somente vinte dias após, quando o Luiz Carlos levou a polícia ao local onde o corpo foi enterrado”, explica Sílvio Azevedo.

O corpo da vítima foi enterrado numa cova rasa,  numa baia que fica num sítio próximo ao local do crime.

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