EDUCAÇÃO
Alagoas tem três vencedores na Olimpíada de Língua Portuguesa 2021
Temática “O lugar onde vivo” estimulou à reflexão sobre as realidades locais em tempos de pandemia
Foi nas dificuldades enfrentadas diariamente durante o ensino remoto na pandemia do novo coronavírus que o professor Gilmar de Oliveira Silva, da Escola Estadual Rocha Cavalcanti, em União dos Palmares, viu a oportunidade de relatar em um poema os meios utilizados por ele nas salas de aulas virtuais para conseguir manter a atenção dos alunos. Como resultado, foi um dos três vencedores alagoanos da Olimpíada de Língua Portuguesa de 2021.
Os vencedores foram anunciados no dia 10 deste mês, e além de Gilmar, Lívia de Oliveira Silva e Melqui Zedeque Lopes Ribeiro tiveram seus trabalhos dentre os 20 desenvolvidos por professores e seus estudantes de escolas públicas de todo o país vencedores da 7ª edição do concurso.
Não bastasse três alagoanos vencedores do prêmio, Alagoas pode hoje dizer que foi o único estado este ano a conquistar a tríplice coroa da competição, já que todos os vencedores da categoria artigo de opinião são alagoanos.
Foram premiados os relatos de prática, juntamente com a linha do tempo, das experiências coletivas vivenciadas, em todo o ano, durante o trabalho de produção textual de cada gênero indicado pelo concurso: poema (5º ano), memórias literárias (6º e 7º), crônica (8º e 9º), documentário (1ª e 2ª séries do Ensino Médio) e artigo de opinião (3ª série do Ensino Médio).
“A minha preocupação foi em trazer os estudantes para o ambiente escolar, mesmo virtual. Pensei o tempo todo em estratégias que atraíssem e trouxessem os estudantes de volta. A olimpíada tem funcionado como uma política pública, e ela foi mais uma estratégia para atrair o interesse dos alunos para a sala de aula”, revela Gilmar de Oliveira.
Além de “Um poema em louvor da estrada”, de Gilmar Oliveira, os outros trabalhos vencedores foram “Longe dos olhos e perto do coração”, da professora Lívia de Oliveira Silva, da Escola Estadual José Quintela Cavalcanti, em Arapiraca, e a produção textual “Superando o desafio de desenvolver a habilidade de leitura e produção de artigos de opinião em tempos de pandemia”, do professor Melqui Zedeque Lopes Ribeiro, da Escola Estadual Deputado José Medeiros, de Paulo Jacinto
Na edição deste ano, o concurso que integra o programa Escrevendo o Futuro, recebeu mais de 112 mil inscrições e teve a adesão de todos os estados brasileiros, num total de 3.877 municípios e mais de 27 mil escolas inscritas. O objetivo foi apoiar os professores da rede pública no aprimoramento das práticas de ensino de leitura e escrita.
Este ano, a olimpíada trouxe um novo formato com foco na valorização da prática e do trabalho desenvolvido pelos docentes e no reconhecimento de produções realizadas por todos os alunos de forma coletiva. A partir da metodologia do programa Escrevendo o Futuro, foram realizadas oficinas de produção de texto com os alunos, sob a temática “O lugar onde vivo”, um estímulo à reflexão sobre as realidades locais.
“Sempre digo que, independentemente do território ou conjuntura socioeconômica, é dever das redes de ensino e da sociedade como um todo despertar o desejo e o entusiasmo das crianças pela leitura e pela escrita, desde a infância. Hoje celebramos a dedicação de milhares de escolas, professores e famílias que se organizaram e se mobilizaram para que os estudantes pudessem refletir”, destaca a superintendente do Itaú Social, Angela Dannemann, instituição que promove a Olimpíada de Língua Portuguesa.
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