ARAPIRACA

Vereador pede afastamento de Edvânio do Cangundu das funções na Câmara

Edvânio foi preso e acusado em crime de receptação e adulteração de registro de veículo
Por Tamara Albuquerque 25/10/2023 - 14:02
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Divulgação
Zé Carlinhos, vereador de Arapiraca
Zé Carlinhos, vereador de Arapiraca

O clima na Câmara Municipal de Arapiraca está quente. O vereador Zé Carlinhos (PSC) solicitou em sessão no plenário o afastamento do vereador Edvânio de Oliveira Nunes, o Edvânio do Cangandu (Avante) das suas funções de presidente da Comissão de Ética e também como primeiro secretário da mesa diretora. Edvânio foi preso em flagrante sob acusação de ter se apropriado de um veículo pertencente a uma locadora e adulterado a identificação do mesmo no chassi. O vereador nega o ocorrido.

Zé Carlinhos foi o único vereador a se pronunciar sobre a questão criminosa envolvendo Cangandu. Ele afirmou na sessão realizada nesta terça-feira, 24, que a solicitação de afastamento é uma reflexão pessoal e que nenhum outro vereador lhe inspirou ou influenciou sobre o pedido.

"Ele foi preso e pagou fiança, o delegado arbitrou fiança. Eu queria dizer isso a ele aqui. A minha posição está tomada. Ele como presidente do Conselho de Ética não tem a menor condição de permanecer. Enquanto houver as investigações, ele peça o afastamento. Não fica bem para esta casa. Quero deixar bem claro que esta é a minha posição individual. Também como primeiro secretário [da mesa diretora], enquanto for investigado, deveria pedir afastamento", argumentou o parlamentar.

A Câmara de Arapiraca não se pronunciou a respeito da solicitação de afastamento do vereador e nem mesmo sobre o envolvimento de Edvânio do Cangandu em ato ilícito.   

O Extra apurou que o vereador foi preso na sexta-feira,20, pego com um veículo com placa clonada, pertencente a uma locadora. Segundo o auto de prisão em flagrante, a equipe da Diretoria de Inteligência Policial da Polícia Civil estava em diligência quando recebeu a denúncia sobre o vereador. Na abordagem policial o vereador disse que o veículo pertencia, informação não comprovada pela polícia.

No plantão judiciário do sábado, a juíza Clarissa Mascarenhas, da 2ª Vara de Arapiraca, determinou multa de R$ 10 mil d fiança, além dos R$ 19.800 que ele havia depositado. A magistrada considerou o crime de receptação e adulteração da identidade do veículo.




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