EDUCAÇÃO

Justiça Federal determina inclusão de estudantes com deficiência na Ufal

Ação foi ajuizada após um inquérito civil que identificou falhas na política de acessibilidade
Ufal
Reitoria da Ufal, em Maceió
Reitoria da Ufal, em Maceió

A Justiça Federal decidiu que a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a União devem adotar medidas imediatas para apoiar estudantes com deficiência. A decisão liminar foi proferida após pedido do Ministério Público Federal (MPF) em ação civil pública (ACP) sobre dificuldades enfrentadas por alunos com deficiência na universidade.

Em um caso específico, a Justiça determinou que a Ufal e a União, através do Ministério da Educação (MEC), disponibilizem, em 30 dias, um profissional capacitado para atender a estudante EVCS, do curso de Letras – Português. A medida visa garantir apoio durante a permanência da aluna no campus, promovendo sua participação nas atividades acadêmicas.

A decisão também ordena que, até o início do ano letivo de 2025, a Ufal e a União implementem medidas administrativas para estender o apoio a todos os alunos com deficiência que solicitarem assistência. Essa medida é especialmente voltada a estudantes com limitações motoras severas, que necessitam de atendentes pessoais ou prestadores de apoio escolar.

O MPF destacou a existência do Programa Incluir – Acessibilidade na Educação Superior, que pode subsidiar as políticas de apoio a serem adotadas pela Ufal. O programa, implementado pelo MEC, tem como objetivo promover a criação de Núcleos de Acessibilidade nas instituições de ensino superior.

A ação foi ajuizada no dia 10 (de outubro), após um inquérito civil que identificou falhas na política de acessibilidade da Ufal, incluindo problemas na infraestrutura dos campi e na prestação de serviços pedagógicos. Entre as falhas, foram apontadas a má qualidade dos serviços e a inadequação dos sistemas acadêmicos para uso por pessoas com deficiência.

A decisão judicial, proferida em 16 (de outubro), avança na garantia do direito à educação inclusiva, assegurando que estudantes com deficiência tenham condições de frequentar a universidade em igualdade de condições. O MPF seguirá monitorando a implementação das medidas para garantir o cumprimento da decisão.

O processo está na 3ª Vara Federal em Maceió, e uma audiência de conciliação será agendada em breve para buscar um acordo entre as partes e garantir a implementação das medidas de acessibilidade de forma eficaz.


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