CIDADE SITIADA

Gaeco participa de investigação sobre tentativa de golpe em Rio Largo

MP Estadual acionou o setor que combate o crime organizado em Alagoas
Por Redação 01/04/2025 - 09:48
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Reprodução/vídeo
Carlos Gonçalves durante coletiva
Carlos Gonçalves durante coletiva

O Ministério Público de Alagoas informou, por meio da assessoria de imprensa, que acompanha de perto as investigações relacionadas à crise política em Rio Largo, instauradas a partir de inquérito policial conduzido pelo delegado José Carlos André dos Santos. 

Segundo a instituição, o procurador-geral de Justiça, Lean Araújo, a promotora de Justiça Louise Teixeira, da 2ª Promotoria de Justiça de Rio Largo, e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) mantêm um diálogo constante com a Polícia Civil para assegurar a elucidação dos fatos e a responsabilização dos eventuais envolvidos.

A mobilização ocorre em meio à disputa pelo comando da Prefeitura de Rio Largo. O prefeito Carlos Gonçalves (PP) também ingressou na Justiça para impedir seu afastamento, após a Câmara Municipal anunciar que ele teria renunciado ao cargo na segunda-feira, 31. O gestor nega a renúncia e alega que o documento apresentado pelo Legislativo é falso.

O mandado de segurança foi protocolado na 1ª Vara Cível de Rio Largo sob o número 0700911-10.2025.8.02.0051 e tramita com prioridade. A ação busca anular a posse do presidente da Câmara, vereador Rogério Silva (PP), que assumiu o comando do Executivo municipal. Entre os impetrantes estão o prefeito Carlos Gonçalves e o vice-prefeito Peterson Henrique. 

Já os impetrados incluem, além de Rogério Silva, os vereadores Rafael Rudson Feitosa Pinto, Carlos Henrique Rolin Vasconcelos, Douglas Henrique de França e Márcio Soares Cavalcante.

Prefeito denuncia "golpe criminoso"

Logo após a sessão extraordinária da Câmara, Carlos Gonçalves divulgou um vídeo nas redes sociais reafirmando que não abriu mão do cargo e classificando a ação do Legislativo como um "golpe criminoso". Eleito com 32.496 votos em 2024, Gonçalves garantiu que permanece no comando da administração municipal e que tomou todas as providências legais para reverter a situação.

"Não existe carta de renúncia com minha assinatura. É uma carta falsa, fruto de uma tentativa criminosa de golpe. Eu assumi um compromisso com a população de Rio Largo e vou cumprir. Rio Largo não tem dono. É uma cidade do povo e de Deus. Sigo sendo prefeito, eleito democraticamente", afirmou.

A denúncia já foi encaminhada à Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) e a outras instâncias do Judiciário. Segundo Carlos Gonçalves, a manobra teria sido articulada por seu ex-aliado, o ex-prefeito Gilberto Gonçalves (GG), e pelo atual presidente da Câmara, Rogério Silva, que seria o principal beneficiado com a suposta renúncia.

"Essa carta de renúncia é fraudulenta, inconstitucional e inválida! Não renunciei ao meu mandato, e nunca irei renunciar! Já tomamos as providências cíveis e criminais necessárias para reafirmar nossa legitimidade e o poder que nos foi concedido pelo povo!", declarou o prefeito em nota oficial.

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