ECONOMIA

Consumo cresce em Maceió e fica acima da média nacional, diz CNC

Segundo a pesquisa, ICF de março superou a alta de 0,2% em fevereiro
Por Redação 01/04/2025 - 20:40
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Agência Brasil
Consumo cresce em Maceió e fica acima da média nacional, diz CNC
Consumo cresce em Maceió e fica acima da média nacional, diz CNC

Dados do Instituto Fecomércio AL, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostraram que a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em Maceió cresceu 0,5% em março, superando a alta de 0,2% registrada em fevereiro. Enquanto o consumo nacional caiu -2,1% no primeiro trimestre de 2025, a capital alagoana acumulou um crescimento de 0,7% no período.

Para o assessor econômico do Instituto Fecomércio, Francisco Rosário, o aumento da renda tem sido um fator determinante para esse desempenho. Ele conta que os ganhos provenientes dos reajustes do salário mínimo em 2024 e 2025, a maior disponibilidade de crédito, os benefícios sociais e a alta na ocupação em Maceió estão sustentando esse crescimento.

O crescimento do ICF foi impulsionado principalmente pelo aumento no Acesso ao Crédito (4,8%) e na Perspectiva de Consumo (3%). O crédito, em especial, registrou saldo anual de 24,7%, favorecido por políticas voltadas para famílias com renda de até 10 salários mínimos, que representam 98% dos consumidores locais.

No entanto, a percepção sobre o consumo atual (-2,6%) e a compra de bens duráveis (1,6%) segue abaixo do nível de satisfação (100 pontos).

O levantamento também aponta diferenças entre as faixas de renda. Enquanto famílias de maior poder aquisitivo reduziram o consumo em -1,3% devido ao endividamento e juros altos, as de renda mais baixa cresceram 0,7%, impulsionadas pelo crédito mais acessível, que teve alta de 5,5% em março. Apesar disso, ambas as faixas projetam crescimento na intenção de consumo nos próximos meses, de 3% e 4%, respectivamente.

Para os consumidores de renda mais alta, no entanto, o acesso ao crédito diminuiu -2,7%, reflexo do encarecimento dos financiamentos. "A elevação dos custos financeiros está restringindo o crédito para essa faixa de renda, impactando as decisões de consumo", explica o economista.

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