JUSTIÇA

Acusado de envenenar filho de quatro anos em Maceió tentou culpar escola

Depoimento da diretora da escola confirmou detalhe revelado durante investigação da Policia Civil
Claudemir Mota
Matheus confirmou ter colocado chumbinho no mingau do filho
Matheus confirmou ter colocado chumbinho no mingau do filho

O julgamento de Matheus Soares Omena, 24 anos, acusado de matar o filho de quatro anos envenenado, teve início na quinta-feira, 18, em Maceió. A diretora do CMEI Paulo Freire relatou que o réu tentou responsabilizar a escola pela morte da criança, dizendo que o menino teria recebido medicação na unidade.

Em depoimento, a gestora disse que ficou surpresa com o comportamento do pai diante da situação. “Enquanto a mãe estava desesperada, o pai permanecia calmo e chegou a afirmar que a escola havia dado algum remédio ao menino”, declarou.

A diretora contou que as professoras a informaram sobre o estado de Anthony Levy, que apresentou convulsões e chegou a desmaiar. A criança foi levada em uma van escolar para a UPA do Jacintinho, onde recebeu os primeiros atendimentos médicos.

A mãe de Anthony, Ingrid Nascimento, também depôs e relatou a agonia vivida no dia da morte do filho. Familiares maternos acompanharam a sessão no Fórum do Barro Duro e afirmaram esperar a condenação de Matheus Soares Omena.

O caso é acompanhado pelo promotor Flávio Costa, responsável pela acusação. Não há definição sobre a data de conclusão do júri popular.

Matheus Soares está preso desde maio de 2024, ele confessou o crime e afirmou ter agido em retaliação à mãe da criança, sua ex-companheira.

Anthony Levi foi enterrado no dia em que completaria 5 anos. Em depoimento, o pai relatou que utilizou veneno agrícola, vendido de forma irregular como raticida, para misturar na papinha oferecida ao filho.

A investigação já havia confirmado que Matheus tentou transferir a culpa para a escola. Imagens de câmeras de segurança, no entanto, mostraram o momento em que ele descartou o frasco do veneno no local, antes de o material ser recolhido pela polícia.

O crime foi enquadrado como homicídio qualificado, com agravante por ter sido praticado contra vítima menor de 14 anos. O julgamento estava previsto para segunda-feira, 22 de julho, mas foi adiado e será realizado nesta quinta-feira, 18.


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