MACEIÓ

Prefeitura diz que não foi avisada sobre leilão de prédio do CAPS II

Negociação imobiliária com duas construtoras foi conduzida pela Secretaria de Planejamento
Reprodução
Prefeitura de Maceió diz não ter sido avisada sobre venda de prédio onde funciona o CAPS da Jatiúca
Prefeitura de Maceió diz não ter sido avisada sobre venda de prédio onde funciona o CAPS da Jatiúca

A Prefeitura de Maceió informou na noite de segunda-feira, 20, que “não foi comunicada previamente” sobre a venda do prédio onde funciona o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) II Dr. Rostan Silvestre, localizado no bairro da Jatiúca. O imóvel, pertencente ao Governo de Alagoas, foi leiloado e adquirido pela iniciativa privada.

A negociação imobiliária conduzida pela Secretaria de Planejamento de Alagoas (Seplag) formalizou a venda do quarteirão na região da Avenida Amélia Rosa, para duas construtoras que arremataram a área por um valor ainda não revelado pela pasta.

Segundo o município, a Secretaria de Planejamento do Estado enviou ofício informando “a transferência de propriedade e a determinação de desocupação do espaço”. A medida teria surpreendido servidores e usuários. O CAPS atua há mais de 17 anos no local e integra a rede de atenção psicossocial da capital.

Após diálogo entre a Secretaria Municipal de Saúde e o Governo do Estado, o prazo inicial de 15 dias para desocupação foi ampliado para 180 dias. De acordo com a prefeitura, o novo prazo permitirá a realocação planejada da unidade, sem interrupção dos atendimentos prestados aos usuários.

"A Secretaria Municipal de Saúde, imediatamente, iniciou tratativas com o Governo do Estado e obteve o compromisso de prorrogação do prazo de desocupação para 180 dias", informou a nota.

Durante o processo de transição, a prefeitura informou que o CAPS II Dr. Rostan Silvestre seguirá em funcionamento. “Nenhum atendimento será interrompido”, afirmou a administração municipal, acrescentando que busca um novo espaço adequado para a continuidade dos serviços.

O Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Planejamento, confirmou a venda como parte do processo de “alienação de bens públicos sem uso administrativo”, sem detalhar se há outras instituições na área leiloada.


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