Política

Rafael Tenório culpa programas sociais por falta de trabalhadores

Suplente de senador diz que pessoas rejeitam emprego formal para não perder dinheiro dos benefícios
Divulgação
Empresário Rafael Tenório
Empresário Rafael Tenório

O empresário Rafael Tenório (MDB-AL), suplente do senador Renan Calheiros (MDB), responsabilizou o governo Lula pela dificuldade de contratação de profissionais domésticos e para o trabalho no campo em função dos recursos que essas pessoas recebem nos programas sociais.

Segundo ele, "hoje em dia está cada vez mais difícil encontrar pessoas dispostas a trabalhar...e isso ocorre, em grande parte, por causa dos benefícios sociais que o governo oferece. Muita gente tem medo de perder o que já conquistou e por isso prefere não aceitar um emprego formal", disse.

Em vídeo postado nesta terça-feira,4, nas redes sociais, o suplente de senador deu a sugestão ao presidente Lula para criar uma lei que resolvesse esse "problema" mantendo os benefícios, mesmo quando a pessoa encontre emprego formal, com carteira assinada.

Ele sugeriu que o governo, somente após o período de experiência do trabalhador, de 90 dias, em vaga formal, iniciasse o desmame do programa social reduzindo os recursos aos poucos.

"A pessoa que conseguisse um emprego formal não perderia o benefício de imediato, mas aos poucos, com reduções de 20%, conforme fosse se estabilizando no trabalho. Assim, teríamos mais gente voltando ao mercado de trabalho, com carteira assinada, com dignidade, contribuindo e garantindo o futuro e a aposentadoria. E o benefício, nesse caso, seria um incentivo — não um obstáculo", disse.

Rafael Tenório, ex-presidente do Centro Sportivo Alagoano (CSA), chegou a assumir a cadeira no Senado em 2022 em razão do pedido de licença de Renan Calheiros.

Na ocasião, em seu primeiro discurso, Tenório assumiu o compromisso de trabalhar pelo desenvolvimento econômico de Alagoas e defendeu o combate das desigualdades e da fome no país.

Sobre a sugestão ao presidente, o empresário afirma que a dificuldade de encontrar pessoas para trabalhos no agro e funcionários domésticos é uma queixa comum, já que esses trabalhadores, beneficiados pelos programas sociais do governo, não querem a vaga por receio de perder o benefício. "Mas o resultado é que acabam sem direitos trabalhistas, sem contribuição e, lá na frente, sem uma aposentadoria garantida", enfatizou. 




Encontrou algum erro? Entre em contato