Nota pública
EXTRA repudia declarações de convidado da SSP/AL contra a imprensa
Palestrante faz declarações agressivas e tenta intimidar profissionais da mídia alagoana
Editores e jornalistas do EXTRA de Alagoas, dos veículos impresso, site e redes sociais, repudiam as declarações agressivas, insultos e difamações proferidos pelo palestrante coronel de reserva do Exército, Marcio Saldanha Walker, no Curso Básico de Operações Psicológicas da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Alagoas.
O ataque aos profissionais da imprensa de Alagoas, dirigido a vários veículos de comunicação, foi registrado no último dia 14, sem que houvesse nenhuma provocação e fora de qualquer contexto naquele momento. O convidado da SSP/AL, de forma desrespeitosa, hostil e agressiva, chegou a vincular o trabalho da imprensa de Alagoas à propaganda de crime organizado, ao tecer críticas aos materiais relacionados aos Direitos Humanos, entre outros.
No discurso ofensivo e antidemocrático, o palestrante da SSP chegou a sugerir que o crime organizado financiava veículos de imprensa em Alagoas. Disse também que as forças policiais deveriam coibir o trabalho da imprensa, o uso de palavras que a instituição considerasse contra seus interesses.
Lamentamos o comportamento desequilibrado, as palavras doentias e a tentativa de intimidação ao livre exercício da imprensa, proferidas pelo ex-militar, que afirmou parceria com um dos representantes da SSP/AL - coronel Raumário Jerônimo - no discurso abusivo. A esse fato, nosso veemente repúdio. O EXTRA de Alagoas, com 26 anos de existência, não vai alterar sua linha editorial, comprometida com a verdade e a lisura, independente de qual instituição seja atingida.
NOTA OFICIAL
A Secretaria de Estado da Comunicação lamenta a declaração feita por um palestrante em evento recente do Governo de Alagoas e reafirma seu compromisso histórico com a liberdade de imprensa e com o respeito absoluto ao trabalho jornalístico.
A fala não representa — em nenhuma circunstância — a posição do Governo. Nossa política é clara: defesa da liberdade de imprensa, valorização da atividade jornalística e diálogo permanente com os profissionais de comunicação. Por isso, repudiamos o teor da declaração.
Reconhecemos e agradecemos o trabalho sério da Mídia Caeté, do Extra Alagoas e de toda a imprensa alagoana, cujo papel é decisivo para garantir informação de qualidade e fortalecer a democracia.
Esta gestão reativou o Conselho de Comunicação Social, instalou o Núcleo de Integridade da Informação, reequiparou o salário do assessor de comunicação ao piso da categoria e consolidou uma relação madura, transparente e respeitosa com a imprensa. Comunicação profissional é pilar de instituições fortes e de uma sociedade melhor informada.
Nosso compromisso permanece firme e inalterado.
Nesse mesmo sentido, deixamos claro que nunca houve, na SSP, qualquer tipo de cerceamento da informação ou ação que pudesse, de alguma forma, dificultar ou impedir o trabalho da imprensa. Pelo contrário — sempre atuamos com transparência, parceria e total respeito ao papel fundamental dos veículos de comunicação no fortalecimento da segurança pública e no serviço à sociedade
NOTA DE REPÚDIO
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas e a Federação Nacional dos Jornalistas repudiam com veemência a insinuação que buscou associar o trabalho da imprensa alagoana com a narcocultura. Reportagens da Mídia Caeté, do Extra, G1 foram irresponsavelmente citadas como propagandas a favor do crime.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Agradeço a atenção do Jornal Extra de Alagoas e do Sindjornal – Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas, e reafirmo meu profundo respeito ao jornalismo alagoano, à sua missão constitucional e ao papel essencial que exerce na transparência democrática e na segurança pública. Reconheço a importância do Jornal Extra para a sociedade e do Sindjornal na defesa profissional da categoria.
Esclareço que a palestra citada teve caráter estritamente acadêmico, voltado ao estudo de ações informacionais utilizadas pelo crime organizado, dentro de um simpósio destinado a agentes de segurança pública. Ressalto que não fui contatado previamente para prestar esclarecimentos antes da divulgação das matérias, o que poderia ter evitado interpretações distantes do propósito real da exposição.
Os exemplos utilizados eram materiais públicos encontrados em buscas abertas na internet, exibidos apenas com finalidade didática, sem qualquer direcionamento ou crítica a jornalistas ou veículos específicos.
Reforço que admiro a imprensa, não possuo qualquer vinculação político-partidária e reconheço a gestão da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas. Justamente por isso defendo — como expliquei na segunda parte da palestra, que não está no ar — que a sociedade deve estar à frente da gestão da segurança pública, com transparência e fiscalização do Ministério Público e da Justiça.
Jamais houve intenção de ofender jornalistas. Ao contrário: considero o jornalismo uma instituição indispensável para o fortalecimento da democracia e para o enfrentamento ao crime organizado.
Permaneço à disposição das duas entidades para qualquer diálogo ou esclarecimento adicional.
Márcio Walker



