TJAL

Desembargador Márcio Roberto fala em independência e avalia aposentadoria

Postagem nas redes expõe críticas internas e mudança de postura no tribunal
Por Adja Alvorável 01/01/2026 - 18:06
A- A+
Assessoria
Márcio Roberto Albuquerque afirma que decisão depende de conversa com a família
Márcio Roberto Albuquerque afirma que decisão depende de conversa com a família

O desembargador Márcio Roberto Albuquerque afirmou que passará a adotar uma postura de maior independência no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) e que avalia deixar o cargo nos próximos dias. A declaração foi feita por meio de uma publicação nas redes sociais nesta quinta-feira, 1.

No texto, o magistrado informou que a decisão de se aposentar já está amadurecida e depende apenas de conversas pessoais com a família. Ele ressaltou que a possível saída não está relacionada a desgaste profissional ou perda de vocação.

“Não é de hoje, agora com intensidade, que analiso a possibilidade de sair do Poder Judiciário, decisão que já tenho como certa, faltando apenas sentar e conversar com a Roberta e o Márcio Júnior, no decorrer do recesso”, escreveu.


O desembargador também destacou a produtividade de seu gabinete ao longo de 2025 e mencionou dificuldades estruturais enfrentadas no exercício da função.

"O meu gabinete foi o mais produtivo e eficiente no transcorrer de 2025, quando foram julgados quase 20% a mais que o seguinte, não obstante as péssimas instalações físicas, de longe indignas de um desembargador”, afirmou.

Apesar das críticas, Márcio Roberto afirmou manter respeito à instituição e à atual gestão do tribunal. “Mantenho, e manterei sempre o mais profundo respeito à instituição TJAL, ao meu presidente Fábio Bitencourt e demais integrantes da cúpula diretiva, bem como a meus dignos pares”, declarou.

Na mesma mensagem, ele afirmou que adotará, a partir de agora, uma postura de “urbanidade protocolar”, limitando o diálogo ao estritamente necessário, enquanto não decide em definitivo o pedido de aposentadoria

“Minha conduta doravante será pautada pela urbanidade protocolar, limitando o diálogo ao estritamente necessário, até que decida em definitivo pedir minha aposentação, o que espero seja nos próximos dias”, escreveu.

“Considerando que a toga que vestimos não é manto de divindade, mas símbolo de uma responsabilidade terrena e passageira. Partirei, espero o mais breve possível, lamentavelmente, sem levar saudade!”, concluiu o desembargador.

Encontrou algum erro? Entre em contato