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Maceió tem a cesta básica com maior reajuste do país em dezembro

Capital de Alagoas registrou variação de 3,19%, acima de todas as capitais, segundo o Dieese e Conab
Por Tamara Albuquerque 08/01/2026 - 15:40
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Procon Maceió
Pesquisadora faz levantamento de preços de itens da Cesta Básica
Pesquisadora faz levantamento de preços de itens da Cesta Básica

A cesta básica de alimentos ficou mais cara em 17 capitais brasileiras no mês de dezembro. A elevação mais significativa ocorreu em Maceió, onde o custo médio variou 3,19%. Na capital alagoana o consumidor precisa desembolsar R$ 589,69 para adquirir os produtos da cesta. Os dados são do levantamento divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

Além de Maceió o preço da cesta básica registrou aumento em Belo Horizonte 1,58%; Salvador (1,55%); Brasília (1,54%); e Teresina (1,39%). A única capital onde o preço médio não variou foi João Pessoa. Nas demais capitais, houve queda. As quedas mais expressivas foram observadas na região norte do país, com Porto Velho liderando a lista (-3,60%), seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).

Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta foi a carne bovina de primeira, que subiu em 25 das 27 capitais. Segundo os responsáveis pela pesquisa, a alta no preço da carne pode ser explicada pelo aquecimento da demanda interna e externa e pela oferta restrita do produto.

Mais cara


A cesta básica mais cara do país continua a ser a de São Paulo, onde o custo médio chegou a R$ 845,95, seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).

Com base na cesta mais cara do país, que em dezembro foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.106,83 ou 4,68 vezes o mínimo de R$ 1.518,00.


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