ALAGOAS
Operação apreende cartas e materiais ilícitos no Presídio do Agreste
Ação integrada reforça combate à comunicação criminosa dentro e fora da unidade
Uma operação integrada realizada no sábado, 10, resultou na apreensão de cartas e outros materiais ilícitos no Presídio do Agreste, em Alagoas. A ação teve como objetivo intensificar o enfrentamento às comunicações irregulares entre pessoas privadas de liberdade e o meio externo.
A operação foi conduzida de forma conjunta pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e pela Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), com atuação coordenada da Polícia Militar e da Polícia Penal. A intervenção ocorreu simultaneamente nas áreas interna e externa da unidade prisional.
No interior do presídio, as equipes realizaram varreduras em módulos específicos, com foco no combate à troca de bilhetes manuscritos utilizados para transmissão clandestina de informações. As ações foram coordenadas pela direção da unidade, com participação do efetivo interno e do Grupo Tático de Intervenção (GTI) da Polícia Penal do Agreste.
De forma paralela, na área externa, forças de segurança abordaram pessoas e veículos que circulavam no entorno do presídio, incluindo ônibus e vans. Essa etapa foi coordenada pela Diretoria de Inteligência da Polícia Militar (DINT/PMAL), com apoio de guarnições do Comando de Policiamento da Região Agreste (CPRA), Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), 7ª Companhia de Polícia Militar Independente (7ª CPM/I) e 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM).
Durante as fiscalizações, foram apreendidas diversas cartas e outros materiais ilícitos, alguns descartados de forma suspeita no momento das abordagens.
Segundo as forças envolvidas, a operação atingiu os objetivos propostos, com coleta de informações relevantes que irão subsidiar investigações e fortalecer estratégias de controle e segurança no sistema prisional.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Flávio Saraiva, destacou a importância da integração entre os órgãos. “Essa é uma ação estratégica, que atua de forma preventiva e repressiva, impedindo que lideranças criminosas continuem se comunicando com o meio externo”, afirmou.
Já o secretário de Ressocialização e Inclusão Social, Diogo Teixeira, ressaltou que o trabalho conjunto é essencial para a manutenção da ordem nas unidades prisionais. “Operações como essa reforçam a atuação do Estado na interrupção das comunicações ilícitas e na garantia da segurança”, declarou.
As ações integradas seguem como parte do planejamento contínuo do Estado para coibir a atuação de organizações criminosas e ampliar a segurança dentro e fora das unidades prisionais.



