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Maceió tem surto de gastroenterite infecciosa: mil atendimentos nas UPAs

Crianças são a maioria do público nas unidades de saúde de urgência e emergência na capital
Por Redação com assessoria 26/01/2026 - 12:38
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Assessoria
UPA do Benedito Bentes registrou em 20 dias 547 casos da doença
UPA do Benedito Bentes registrou em 20 dias 547 casos da doença

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Benedito Bentes, Trapiche da Barra e Santa Lúcia, geridas pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), registraram, nos últimos dias, mais de mil atendimentos relacionados a casos de gastroenterite infecciosa. A condição, caracterizada principalmente por diarreia, náuseas, vômitos, dor abdominal, febre, mal-estar e, em casos mais graves, sinais de desidratação, tem levado um número significativo de pacientes a buscar assistência médica nas unidades de urgência e emergência da capital.



A gastroenterite infecciosa é uma inflamação do estômago e dos intestinos causada por agentes infecciosos, principalmente vírus (rotavírus, norovírus), mas também bactérias (Salmonella, Shigella, E. coli) e parasitas. A transmissão ocorre, em geral, pela via fecal-oral, por água ou alimentos contaminados e pela higiene inadequada das mãos.

Segundo especialistas, as altas temperaturas favorecem a multiplicação dos microorganismos, principalmente em alimentos e água que não são armazenados ou manipulados de forma adequada. Por isso, a ingestão de alimentos mal conservados é uma das principais causas da doença durante o período mais quente.

De acordo com dados obtidos do dia 1° ao dia 20 de janeiro de 2026, a UPA Benedito Bentes registou 547 casos da doença; já na UPA Trapiche da Barra, houve 379 atendimentos de pacientes com sintomas da patologia; e por fim, na UPA Santa Lúcia, 136 casos, totalizando 1.062 registros por gastroenterite infecciosa nas unidades de pronto atendimento da capital.

O médico infectologista da UPA Benedito Bentes, Dr. Leandro Teitelroit, revela que grande parte dos atendimentos por gastroenterite infecciosa tem sido entre o público infantil. “Nas UPAs, a maior parte dos atendimentos por gastroenterite infecciosa envolve crianças, principalmente menores de 5 anos. Idosos também são um grupo importante, pois têm maior risco de desidratação e complicações. Já os adultos costumam apresentar quadros mais leves”, destaca.

Tratamento

Em relação ao tratamento da doença, o médico infectologista esclarece que a hidratação é a medida mais eficaz para combater a gastroenterite. “O tratamento é principalmente de suporte, com foco na hidratação. Inclui reposição de líquidos e eletrólitos, preferencialmente por via oral, e hidratação venosa nos casos de desidratação moderada ou grave”, explica. “Podem ser usados antitérmicos, analgésicos e antieméticos. Antibióticos só são indicados em situações específicas, após avaliação médica”, complementa.

Prevenção

Segundo o especialista, as principais medidas de prevenção são lavar bem as mãos, consumir água potável, higienizar e preparar adequadamente os alimentos, evitar alimentos de procedência duvidosa, manter boas condições de saneamento básico e realizar a vacinação contra rotavírus na infância.


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