Caso Joba
Supervisor do CRB foi morto por R$ 10 mil, diz polícia
Investigação aponta crime encomendado, motivação pessoal e mandante foragido
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) detalhou, nesta segunda-feira, 26, os desdobramentos da investigação sobre o assassinato de Johanisson Lima, conhecido como Joba, supervisor das categorias de base do CRB, morto no bairro Santa Lúcia, em Maceió. As informações foram apresentadas durante coletiva realizada na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Segundo a polícia, a hipótese inicial de latrocínio chegou a ser considerada, mas foi descartada ainda nas primeiras diligências. Com isso, o caso passou a ser tratado como homicídio. As equipes de investigação iniciaram a coleta de imagens nas imediações do local do crime e identificaram o momento em que o executor se aproxima da vítima em uma bicicleta e efetua um disparo na cabeça.
Após o ataque, o suspeito deixou o local e, cerca de 500 metros depois, utilizou uma motocicleta para dar continuidade à fuga. Com o apoio do Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT), a polícia conseguiu identificar a placa do veículo e chegar ao condutor, identificado como Simeone, que foi preso em flagrante.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, uma denúncia recebida por meio do Disque Denúncia 181 contribuiu para confirmar o envolvimento do piloto da motocicleta no crime. A partir da prisão, os investigadores avançaram na identificação de outros envolvidos, que estariam no bairro Clima Bom. No endereço indicado, houve confronto com equipes da Rotam. Três suspeitos foram baleados durante a ação, socorridos e encaminhados a unidades de saúde, mas não resistiram aos ferimentos.
Na tarde desta segunda-feira os nomes dos suspeitos foram revelados: Raul Silva de Melo, de 27 anos; José Cícero Aprígio da Silva, de 27 anos; e Ana Tássia da Silva Santos, de 28 anos.
A motivação do crime, conforme a investigação, seria pessoal e não teria relação com o trabalho da vítima nem com rivalidade entre torcidas. A polícia aponta que o homicídio foi encomendado por Juan, ex-companheiro da mulher que teria reatado o relacionamento com Joba. As apurações indicam que o plano teria sido articulado desde dezembro e que o valor combinado para a execução foi de R$ 10 mil, dos quais R$ 4 mil teriam sido pagos em espécie antes do crime. O suposto mandante segue foragido, e a polícia orienta que ele se apresente à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para prestar depoimento.
A Polícia Civil reforçou que informações que possam auxiliar nas investigações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.



