JUSTIÇA
MPAL apura denúncia de violência contra criança com autismo em Arapiraca
Menino de cinco anos foi agredido pela babá e pode ter sido forçado a comer cocô
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) instaurou procedimento preliminar, oficiou o Conselho Tutelar e iniciou diálogo com a Polícia Civil para que adotem todas as medidas e construa um inquérito para apurar o caso de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), suporte 3, não-verbal, que teria sido vítima de violência física pela babá.
O caso aconteceu em Arapiraca, no Agreste do estado. A babá era responsável por pegar o menino na escola e levá-lo para a casa dela, no bairro Brasília, onde ele permanecia por cerca de quatro horas. A mãe da criança foi alertada pela escola da vítima para que prestasse atenção porque, quando a babá ia buscá-lo na instituição, ele agia com um comportamento diferente do usual.
No dia 30 de dezembro, um dos vizinhos da família procurou a mãe e mostrou um vídeo gravado por cima de um muro. É possível ouvir a babá dizendo: "Tá chorando, é? Cala a boca... Só vai no pau você". O video foi publicado por uma tia da criança, na plataforma Instagram, em seu perfil pessoal. A mãe do menino também suspeita de que a babá fez a vítima comer cocô.
Segundo a família da vítima, a suspeita começou a trabalhar como babá da criança em junho de 2025. Os familiares registraram um Boletim de Ocorrência, o que resultou na abertura de um inquérito policial.
“É preciso uma investigação severa para chegarmos à responsabilização, pois é inadmissível que uma criança que já possui transtorno no neurodesenvolvimento, com limitações, ainda seja submetida a atos de violência. O Ministério Público adotou as primeiras providências, mas acompanhará o trabalho investigativo para concluir sua atuação", afirmou a promotora de Justiça Viviane Farias, da Promotoria da Infância e da Juventude, em Arapiraca.
"Aproveito o ensejo para alertar á população que, diante de quaisquer casos de crimes ou violação de direitos, não se prendam às redes sociais, mas procurem as autoridades competentes, os órgãos de proteção para comunicar o fato”, destaca a promotora.



