ACIDENTE COM ROMEIROS

Morte de romeiros: MP convoca reunião e pede esclarecimentos a gestores

Sete mulheres, cinco homens, um adolescente e três crianças morreram
Por Redação 04/02/2026 - 11:02
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Imagens mostram local de acidente com romeiros que deixou 16 mortos
Imagens mostram local de acidente com romeiros que deixou 16 mortos

O Ministério Público de Alagoas informou nesta quarta-feira, 4, que iniciou a coleta de informações oficiais para definição de medidas sobre o acidente que resultou na morte de 16 romeiros em São José da Tapera. A atuação ocorre por meio da Promotoria de Justiça de Taquarana, que trata do caso.

Uma reunião de emergência foi marcada pelo promotor de Justiça Lucas Mascarenhas para esta quarta-feira, 4, às 12h, com representantes da gestão municipal. O encontro busca esclarecimentos sobre o acidente e subsidia a adoção de procedimentos pelo MP.

"O Ministério Público de Alagoas, por meio da Promotoria de Justiça de Taquarana, acompanha o caso, está colhendo todas informações possiveis, e oficiais, para poder agir com respeito às pessoas que perderam a vida", informou o órgão.

O acidente ocorreu nas primeiras horas da manhã de terça-feira, 3, no povoado Caboclo, na rodovia AL-220. O ônibus tombou enquanto retornava ao Agreste de Alagoas, após romaria realizada em Juazeiro do Norte, no Ceará.

As vítimas eram moradoras de Coité do Nóia. Sete mulheres, cinco homens, um adolescente e três crianças morreram. As idades variam entre 4 e 77 anos, conforme informações repassadas às autoridades após a identificação.

Os velórios tiveram início nesta quarta-feira quarta-feira, 4. Parte dos corpos está em um ginásio poliesportivo cedido pela Prefeitura de Coité do Nóia, enquanto outras famílias optaram por despedidas em locais reservados.

Segundo dados preliminares, o ônibus transportava cerca de 60 passageiros no momento do tombamento. Pessoas feridas foram atendidas por equipes de resgate e encaminhadas a unidades hospitalares da região.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres informou que o veículo operava de forma irregular. O ônibus não possuía autorização para transporte rodoviário de passageiros, nem Certificado de Segurança Veicular, seguro de responsabilidade civil válido ou Licença de Viagem.


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