ALAGOAS

MPAL pede documentos à prefeitura para apurar acidente com ônibus

Promotor afirma que órgão vai acompanhar inquérito e apurar responsabilidades
Por Redação 04/02/2026 - 18:45
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Reprodução/vídeo
Promotor de Justiça Lucas Mascarenhas falou sobre a atuação do MPAL após a tragédia
Promotor de Justiça Lucas Mascarenhas falou sobre a atuação do MPAL após a tragédia

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) solicitou documentos à prefeitura de Coité do Nóia para auxiliar na apuração do acidente com um ônibus de romeiros que deixou 16 mortos na rodovia AL-220. A informação foi divulgada pelo promotor de Justiça Lucas Mascarenhas nesta quarta-feira, 4.

Lucas Mascarenhas informou que a Promotoria de Justiça de Taquarana, responsável pelo município de Coité do Nóia, realizou uma reunião com representantes da gestão municipal.“Requisitamos alguns documentos que serão avaliados pelo órgão ministerial e também para a continuidade das medidas de assistência às famílias e aos feridos”, explicou.

Segundo o promotor, somente após a conclusão das perícias e do inquérito policial será possível avançar sobre eventuais responsabilizações. “Após a colheita adequada de todas as informações, o Ministério Público analisará tudo para eventual responsabilização administrativa, cível e criminal”, completou.

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Na noite da terça-feira, 3, o prefeito de Coité do Nóia, Bueno Higino, afirmou nas redes sociais que o ônibus estava em “perfeito estado de conservação” e que a viagem era organizada há 25 anos. Ele também declarou que não era o momento de buscar culpados.

O promotor também prestou solidariedade às vítimas e aos familiares. “Em nome do Ministério Público do Estado de Alagoas, dos seus membros e servidores, registro o nosso profundo pesar diante das 16 vidas ceifadas nessa tragédia sem precedentes na história do pequeno município de Coité do Nóia”, afirmou.

Segundo ele, desde as primeiras horas após o acidente, o MPAL passou a atuar em duas frentes principais.

“A primeira diretriz é a garantia de providências de amparo aos feridos, atendimento médico, suporte psicológico e social às famílias, atenção especial às pessoas com maior vulnerabilidade, como idosos, crianças e adolescentes impactados”, disse.

Em outra frente, de caráter técnico, o promotor destacou o acompanhamento das investigações.

“O Ministério Público atuará para a garantia da colheita das provas, para a condução adequada do inquérito policial, acompanhará toda a evolução e, ao final, formará sua convicção em relação às responsabilidades administrativa, cível e criminal”, declarou.

Acidente deixou 16 mortos

O acidente ocorreu na terça-feira, 3, na rodovia AL-220, em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas. O ônibus havia saído de Juazeiro do Norte, no Ceará, com destino aos municípios de Limoeiro de Anadia e Coité do Nóia, quando capotou.

A tragédia deixou 16 mortos, entre eles o menino Luiz Miguel de Alcântara Loriano, de 5 anos, além de vários feridos, alguns em estado grave. As vítimas foram veladas em cerimônia coletiva.


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