Caso Cão Orelha

Beltrão defende tornar hediondo crime de maus-tratos com morte de animal

Deputado cobra prioridade ao PL 2475/2025 e diz que Congresso precisa responder com rigor
Por Redação 05/02/2026 - 07:52
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Reprodução/Redes sociais
Orelha, cão comunitário da Praia Brava, não resistiu após ser agredido
Orelha, cão comunitário da Praia Brava, não resistiu após ser agredido

Em Brasília,o deputado federal Marx Beltrão (PP) defendeu a rápida aprovação do Projeto de Lei nº 2475/2025, que altera a Lei dos Crimes Hediondos para classificar como crime hediondo os maus-tratos a animais quando a conduta resultar na morte do animal. Para o parlamentar, o Congresso Nacional precisa reagir com firmeza ao aumento de episódios de crueldade e assegurar punições compatíveis com a gravidade desses crimes.

Ao explicar a proposta, Marx Beltrão afirmou que crimes hediondos são aqueles que atentam contra valores fundamentais da sociedade, especialmente a proteção da vida. Segundo ele, matar um animal por crueldade extrema configura um ataque direto a princípios éticos básicos e não pode ser tratado com brandura pelo sistema penal. “Não se trata de comparar vidas, mas de afirmar que a violência letal não pode ser normalizada”, declarou.

O deputado citou o caso do cão Orelha, que gerou comoção nacional e reacendeu o debate sobre a impunidade em crimes contra animais. Para Marx, episódios desse tipo evidenciam a necessidade de uma resposta legislativa mais dura, capaz de inibir novas ocorrências e deixar claro que a sociedade não tolera violência gratuita contra seres indefesos.

De autoria do deputado Célio Studart, o projeto prevê a inclusão dessa conduta no rol da Lei nº 8.072/1990, submetendo os condenados a regras mais rígidas quanto ao cumprimento da pena e à progressão de regime. A matéria tramita na Câmara dos Deputados e aguarda parecer na Comissão de Meio Ambiente, onde Marx Beltrão defende prioridade absoluta.

Reconhecido pela atuação na defesa animal, o parlamentar já presidiu a Frente Parlamentar em Defesa dos Animais e participou da articulação de leis que endureceram o combate aos maus-tratos, como a chamada Lei Sansão. “A causa animal é uma causa civilizatória. É sobre ética, saúde pública e respeito à vida. Não existe sociedade justa onde a crueldade é tratada com indulgência”, afirmou.


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