Maus-tratos

Adolescentes suspeitos de ataque ao cão Orelha estão nos EUA

Autoridades querem evitar protestos no aeroporto durante chegada de adolescentes
Por Larissa Cristovão - Estagiária sob supervisão 27/01/2026 - 20:18
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Reprodução
Cão era cuidado pela comunidade há 10 anos
Cão era cuidado pela comunidade há 10 anos

Dois adolescentes suspeitos de envolvimento no ataque ao cão Orelha, em Florianópolis, estão fora do Brasil em uma viagem de formatura aos Estados Unidos. Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, a viagem foi planejada há cerca de um ano e não teria relação com as investigações em andamento. Ao todo, quatro jovens são investigados no caso, que terminou com a morte do animal.

O delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, afirmou que há preocupação com a possibilidade de protestos no Aeroporto Internacional de Florianópolis no retorno do grupo. De acordo com ele, cerca de 115 adolescentes participam da viagem, sendo que apenas dois estão diretamente ligados ao caso.

“São 115 jovens que estarão lá, 113 não têm nenhuma relação com o fato. Nos preocupa muito que alguém possa ser machucado por conta de uma situação que envolve apenas duas pessoas”, declarou o delegado. Ele informou ainda que será montada uma estrutura de segurança, com apoio da polícia e da administração do aeroporto, para garantir a integridade dos jovens.

A polícia também investiga a suspeita de que os adolescentes tenham tentado afogar outro cachorro no mar. O animal conseguiu escapar e foi posteriormente adotado pelo próprio delegado-geral, recebendo o nome de Caramelo. Segundo a delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção ao Animal, imagens e depoimentos indicam que o cão teria sido arremessado ao mar, embora a ação não tenha ocorrido no mesmo dia do ataque a Orelha.

Paralelamente, três homens adultos foram indiciados por suspeita de coação de testemunhas. Conforme a polícia, eles teriam utilizado ameaças e intimidações para tentar interferir nas investigações.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), afirmou que os procedimentos estão sendo conduzidos dentro da legalidade. “Não importam quem são nem os sobrenomes que carregam, a lei será cumprida”, declarou. O caso ganhou grande repercussão nacional e mobilizou ativistas e celebridades ligadas à causa animal.


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