INVESTIGAÇÃO

Caso Orelha: polícia apura coação após morte de cão na Praia Brava

Familiares de suspeitos são investigados por tentar interferir na apuração
Por Redação 26/01/2026 - 18:54
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Reprodução/Redes sociais
Orelha, cão comunitário da Praia Brava, não resistiu após ser agredido
Orelha, cão comunitário da Praia Brava, não resistiu após ser agredido

A Polícia Civil identificou três adultos suspeitos de envolvimento em ações de coação no processo que investiga a morte do cão comunitário Orelha, agredido na Praia Brava, uma das áreas mais nobres de Florianópolis. O animal, de cerca de 10 anos, não resistiu aos ferimentos e precisou ser submetido à eutanásia.

Os três investigados são familiares dos quatro adolescentes apontados como suspeitos dos atos infracionais de maus-tratos. Os nomes não foram divulgados. Nesta segunda-feira, 26, a polícia cumpriu três mandados de busca e apreensão nas residências dos adultos e de seus responsáveis legais.

A investigação apura possível prática do crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal. A conduta consiste em usar violência ou grave ameaça para interferir em procedimentos judiciais, policiais ou administrativos.


Entre os pontos apurados está a denúncia de que um policial civil, pai de um dos suspeitos, teria coagido uma testemunha. A delegada responsável pelo caso, Mardjoli Valcareggi, informou que a denúncia está sendo analisada, mas negou envolvimento de policial no crime contra o animal.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, o mandado contra um dos adultos buscava localizar uma arma supostamente usada para ameaçar uma testemunha.

“O mandado contra o adulto buscava localizar uma arma supostamente usada para ameaçar uma testemunha. No entanto, não encontramos essa arma, apenas certa quantidade de drogas. Há indícios de que quatro adolescentes tenham praticado as agressões contra o cão, e três adultos estariam envolvidos na coação durante o processo”, afirmou.

Adolescentes são suspeitos


De acordo com a Polícia Civil, quatro adolescentes são os principais suspeitos das agressões contra Orelha. Dois deles estão em Florianópolis e foram alvos da operação. Os outros dois estão nos Estados Unidos, em viagem pré-programada.

Durante a ação, aparelhos celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos e serão analisados. Pessoas envolvidas no caso prestam depoimento nesta segunda-feira, 26. O Ministério Público de Santa Catarina informou que acompanha as investigações.

Entenda o caso


A Polícia Civil tomou conhecimento do caso em quinta-feira, 16. Moradores relataram o desaparecimento do cachorro, que era cuidado pela comunidade da Praia Brava e considerado um dos mascotes da região.

Dias depois, uma das cuidadoras encontrou Orelha caído e agonizando durante uma caminhada. O animal foi levado a uma clínica veterinária, mas, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia.

Em entrevista à NSC TV, o empresário e morador da região Silvio Gasperin relatou como o cão foi encontrado.

“A Fátima ficou sabendo, mas não encontrou ele de imediato. Em uma caminhada, achou ele jogado e agonizando. Recolheu, levou ao veterinário… precisa de justiça, né?”, afirmou.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.


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