AFUNDAMENTO DO SOLO

CVM abre processo contra 33 executivos da Braskem por danos em Maceió

Processo foi aberto em outubro de 2025, a partir de apurações iniciadas em 2023
Por Redação 10/02/2026 - 08:41
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Afrânio Bastos
Braskem em Maceió
Braskem em Maceió

A Comissão de Valores Mobiliários instaurou, na quarta-feira, 4, processo sancionador contra 33 executivos e ex-executivos da Braskem. O caso trata de impactos atribuídos à extração de sal-gema em Maceió, com afundamento do solo e retirada de moradores.

Segundo a apuração, os efeitos da atividade levaram à desocupação de imóveis por cerca de 60 mil pessoas. A investigação analisa a divulgação de informações contábeis e financeiras ao mercado, incluindo a mensuração e a evidenciação de passivos ambientais relacionados ao episódio.

Entre os citados estão ex-presidentes da Braskem, como Fernando Musa e Carlos José Fadigas de Souza Filho, além de executivos e conselheiros ligados à Nonovor e à Petrobras, que compartilham o controle da petroquímica.

A relação inclui ainda Marcelo Odebrecht, ex-presidente do conselho da Braskem, Newton Sérgio de Souza, ex-presidente da Odebrecht, e Almir Barbassa, ex-diretor da Petrobras. Também constam administradores que seguem na companhia, como o diretor financeiro Felipe Montoro Jens e Gesner Oliveira, conselheiro e ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

O processo foi aberto em outubro de 2025, a partir de apurações iniciadas em 2023. À época, a área técnica da CVM analisou pedido do Gabinete da Liderança da Maioria do Senado Federal sobre a correção e a consistência das informações prestadas pela empresa aos mercados.

O caso está na fase de citação dos acusados, e as imputações individuais ainda não foram divulgadas, segundo informações do site InfoMoney. Em novembro de 2025, a Braskem firmou acordo de R$ 1,2 bilhão com o Governo de Alagoas para ressarcimento de danos, com pagamentos ao longo de dez anos.

A Braskem não se manifestou sobre o caso. O espaço para manifestações permanece aberto.


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