JUSTIÇA
Justiça decide que suspeito de matar motorista por app em AL ficará preso
Homem teve prisão preventiva decretada, enquanto as comparsas ficarão em prisão domiciliar
A Justiça de Alagoas decretou nesta sexta-feira, 20, em audiência de custódia, a prisão preventiva de um dos suspeitos de matar o motorista por aplicativo Dário José Rodrigues, de 61 anos. As duas mulheres, comparsas do suspeito, responderão pelo crime em prisão domiciliar.
O trio foi preso nesta quinta-feira, 19, suspeitos de montar uma emboscada para a assasinar e roubar a Dário. O motorista foi assassinado a facadas e marteladas após ter sido sequestrado no último domingo, 15, em Maceió.
Segundo a decisão, as duas mulheres são mães de crianças menores de 12 anos e serão monitoradas por tornozeleira eletrônica.
O crime
O motorista por aplicativo Dário José Rodrigues, de 61 anos, foi atraído por uma mulher com quem ele se relacionava para uma emboscada, que resultou na morte do idoso. A informação foi divulgada pela Polícia Civil de Alagoas em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 19.
O motorista saiu de Murici para se encontrar com ela em um apartamento no Tabuleiro do Martins, em Maceió. A mulher estava acompanhada de uma amiga. Em determinado momento, um homem, que Dário não sabia que estava no apartamento, atacou o motorista com uma facada no pescoço.
"Quando a vitima já estava sem oferecer nenhum tipo de resistência, eles pegaram um martelo e começaram a desferir golpes de martelo também na cabeça da vitima", detalhou o delegado Igor Diego. Em seguida, os criminosos deixaram o corpo da vítima na Usina Utinga.
O trio voltou para o apartamento, limpou todo o imóvel e começaram a pedir empréstimo em nome de Dário através do celular da vítima. Familiares tinham acesso ao e-mail de Dário e verificaram movimentações bancárias suspeitas.
A partir do extrato, a polícia identificou o beneficiário da transferência via Pix e localizou o novo endereço dos investigados no bairro Santos Dumont, em Maceió. Os três foram presos em flagrante na residência, que foi alugada com o dinheiro obtido após o crime.
A investigação aponta que o crime foi premeditado e teve motivação financeira. "[Os criminosos] ficaram com dois celulares da vitima, que venderam por R$ 300 cada um e com os R$ 1 mil do empréstimo. Tentaram vender o carro [da vítima], mas não conseguiram. Então compraram gasolina e carbonizaram o carro na intenção de eliminar as provas", detalha João Marcelo.



