Investigação

MP-AL investiga irregularidades em hospital de Arapiraca

Lançamento de esgoto, infiltrações e falta de licença estão entre os problemas encontrados
Por Luisa Farias/Estagiária sob supervisão 27/02/2026 - 20:05
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Davi Salsa/Ascom
Unidade Hospitalar é investigada pelo MP-AL
Unidade Hospitalar é investigada pelo MP-AL

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) instaurou um inquérito para investigar supostas irregularidades no Hospital Dr. Daniel Houly, localizado em Arapiraca. Segundo o órgão, foram identificadas falhas graves relacionadas a danos ambientais, riscos à saúde pública e problemas de segurança. 

O inquérito foi instaurado na quarta-feira, 25, pelo promotor de Justiça Cláudio José Moreira Teles, que aponta possível risco à saúde pública e possível crime ambiental.

O relatório cita problemas como o lançamento de esgoto diretamente no solo, extravasamento de fossas sépticas, ausência de Licença de Operação junto ao Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), acúmulo irregular de resíduos e descarte inadequado de lâmpadas tóxicas.

O documento também cita infiltrações em áreas críticas da unidade, falta de controle bacteriológico da água, equipamentos danificados e ausência de plano de combate a incêndio aprovado, além de extintores vencidos. A ausência do Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) dos sistemas de ar-condicionado também foi mencionada.

A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), responsável pela gestão do hospital, deverá prestar esclarecimentos. O Ministério Público apura se houve omissão ou falhas administrativas na condução e fiscalização dos serviços da unidade diante das irregularidades apontadas no relatório.

Ao EXTRA, a Sesau informou que não foi oficialmente notificada sobre o inquérito do MPAL e não comentará sobre o caso até ser comunicada formalmente.

Leia a nota da Sesau na íntegra:

A Direção do Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, informou que, até o momento, não foi oficialmente notificada sobre o inquérito instaurado pelo Ministério Público.

Segundo a unidade, por não ter tido acesso ao conteúdo do procedimento, qualquer manifestação só ocorrerá após comunicação formal, quando os esclarecimentos forem apresentados dentro dos trâmites legais.


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