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Criança sofre afogamento durante aula de natação em escola de Maceió

Pais apontam falha na supervisão; instituição afirma que seguiu protocolos e prestou socorro
Por Redação 20/03/2026 - 08:14
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Samu/ilustração
Samu: socorristas durante chamada de ocorrência
Samu: socorristas durante chamada de ocorrência

Uma criança sofreu um episódio de afogamento durante uma aula de natação em uma escola particular localizada no bairro da Ponta Verde, em Maceió, na última terça-feira, 17. O caso ganhou repercussão após os pais da aluna divulgarem uma nota relatando a gravidade da situação e apontando falhas na supervisão.

De acordo com o relato da família, a criança teria permanecido cerca de 40 segundos em afogamento ativo sem que a equipe percebesse. Ainda segundo os pais, ela foi socorrida em estado grave, apresentando sinais como cianose, saturação de oxigênio reduzida e rebaixamento do nível de consciência, sendo necessário atendimento de emergência.

A estudante evoluiu com comprometimento pulmonar por aspiração de água e precisou ser internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Posteriormente, recebeu alta hospitalar.

Na manifestação divulgada, os pais classificam o episódio como uma “falha grave de vigilância” em uma atividade que exige supervisão contínua. Eles também criticam a condução do caso pela instituição, afirmando que não houve suspensão das aulas nem revisão imediata dos protocolos de segurança.

Em nota, a escola Espaço Educar informou que prestou atendimento imediato à criança e seguiu os procedimentos de primeiros socorros. Segundo a instituição, a equipe acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que orientou o encaminhamento para atendimento médico especializado.

A unidade afirmou ainda que a aluna foi assistida por profissionais de saúde e já recebeu alta hospitalar. A direção destacou que a escola conta com equipe qualificada, estrutura adequada e protocolos específicos de segurança, além de afirmar que atua há 29 anos sem registros de ocorrências semelhantes.

A instituição também declarou solidariedade à criança e à família e informou que permanece à disposição para prestar esclarecimentos. O caso levanta discussão sobre protocolos de segurança em atividades aquáticas e a responsabilidade das instituições de ensino na supervisão de alunos.

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