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Alagoas já registra 3 novos casos de câncer de colo do útero neste ano

Especialistas destacam importância da vacinação e do diagnóstico precoce
Por Redação 23/03/2026 - 08:30
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Divulgação
HPV no colo do útero
HPV no colo do útero

Alagoas já contabiliza três novos casos de câncer de colo do útero em 2026, segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS), em meio às ações de conscientização pelo Dia de Combate à doença, celebrado em 26 de março. O número reforça o alerta de especialistas sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, especialmente diante da relação direta com o HPV (papilomavírus humano), principal causador da doença.

Considerado a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo, o HPV possui mais de 100 tipos e pode afetar tanto homens quanto mulheres, sendo responsável por 99,7% dos casos de câncer de colo do útero. Além disso, o vírus também está associado a outros tipos de câncer, como de pênis, ânus e garganta.

Dados nacionais indicam que o câncer de colo do útero é o terceiro tumor mais frequente entre mulheres no Brasil, com estimativa de 19,3 mil novos casos por ano no triênio 2026-2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Apenas até meados de março deste ano, o país já havia registrado 682 novos diagnósticos. Em Alagoas, o número de casos também chama atenção: foram 138 registros em 2025 e 290 em 2024.

Especialistas alertam que o HPV nem sempre apresenta sintomas, o que dificulta a identificação precoce. Quando surgem sinais, podem incluir coceira, ardência, dor durante relações sexuais, além de lesões semelhantes a verrugas. Por isso, exames periódicos são fundamentais para o rastreamento e diagnóstico da infecção. 

A principal forma de prevenção continua sendo o uso de preservativos e a vacinação, disponibilizada gratuitamente pelo SUS. O imunizante é indicado para meninas de 9 a 14 anos, meninos de 11 a 14 anos e grupos específicos, como pessoas com HIV e transplantados, com esquemas de duas ou três doses, dependendo do caso.

Apesar da disponibilidade da vacina, a desinformação ainda é um obstáculo. Estudos apontam que parte significativa dos adolescentes desconhece a relação entre o HPV e o câncer ou tem dúvidas sobre a segurança do imunizante.

Especialistas também destacam que a organização dos serviços de saúde, com protocolos bem definidos e equipes qualificadas, é essencial para garantir diagnóstico precoce e tratamento adequado. O tema reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação e às políticas públicas voltadas à prevenção, especialmente em estados como Alagoas, onde os registros da doença seguem relevantes.


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