MEIO AMBIENTE

Elefante-marinho encontrado morto era Leôncio, que percorreu praias de AL

Animal estava dividido ao meio quando foi encontrado em Jequiá da Praia
Instituto Biota
Leôncio percorreu praias do litoral alagoano nas últimas semanas e mobilizou curiosos
Leôncio percorreu praias do litoral alagoano nas últimas semanas e mobilizou curiosos

O elefante-marinho encontrado morto no povoado Lagoa Azeda, em Jequiá da Praia, no Litoral Sul de Alagoas, é o mesmo animal que vinha sendo monitorado por órgãos ambientais e que ficou conhecido como Leôncio. A confirmação foi feita pelo Instituto Biota na tarde desta quarta-feira, 1.

O animal foi localizado sem vida na terça-feira, 31, e estava dividido ao meio quando foi encontrado. Inicialmente, os técnicos ainda não tinham certeza se o corpo era do elefante-marinho que havia sido visto em várias praias do litoral alagoano nas últimas semanas.

Segundo o instituto, a identificação foi confirmada após análise feita pela equipe responsável pelo monitoramento do animal.


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Os restos mortais foram recolhidos e serão submetidos à necropsia, que deve indicar se a morte ocorreu por causas naturais ou se houve interação antrópica, ou seja, provocada por ação humana.

O último registro de Leôncio havia ocorrido na sexta-feira, 27, também na região de Jequiá da Praia. Desde que começou a aparecer no litoral de Alagoas, o animal chamou a atenção de moradores e turistas por onde passou.

O elefante-marinho foi visto pela primeira vez no estado na quinta-feira, 11, e chegou a percorrer diferentes cidades da costa alagoana. Em um dos deslocamentos registrados, passou por praias da Barra de Santo Antônio e de Paripueira até chegar à região de Maceió.

De acordo com especialistas, tratava-se de um indivíduo jovem, com cerca de dois metros de comprimento e peso aproximado de meia tonelada. O animal estava em período de muda de pele e pelos, fase em que esses mamíferos costumam permanecer em áreas costeiras para descanso.

Na área onde o corpo foi encontrado, equipes do Instituto Biota também recolheram, no último fim de semana, um golfinho morto que apresentava cortes provocados por golpes de faca.

Segundo o diretor do instituto, Bruno Stefanis, a morte do elefante-marinho ainda está sob investigação. Entre as hipóteses consideradas estão doença aguda, ataque de predador — considerado pouco provável devido ao porte do animal — ou ação humana.


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