MERCADO DE TRABALHO

Mulheres ocupam 30,9% dos empregos em grandes empresas de Alagoas

Em dezembro de 2025, Alagoas registrava 467 estabelecimentos desse porte
Por Redação 29/04/2026 - 10:38
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Agência Brasil
Mulheres ocupam 30,9% dos empregos em grandes empresas de Alagoas
Mulheres ocupam 30,9% dos empregos em grandes empresas de Alagoas

Mulheres ocupavam 30,9% dos postos em empresas com 100 ou mais empregados em Alagoas, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 27, por ministérios do governo federal, com base em levantamento sobre vínculos formais e distribuição por gênero e raça no estado.

Em dezembro de 2025, Alagoas registrava 467 estabelecimentos desse porte, somando 169,4 mil vínculos, sendo 52,4 mil ocupados por mulheres, das quais 39,4 mil eram negras e 13 mil não negras, enquanto os homens totalizavam 116,9 mil postos.

Os dados integram o Relatório de Transparência Salarial, que aponta crescimento da participação feminina no mercado formal, com avanço mais intenso entre mulheres pretas e pardas, cujo número de vínculos em grandes empresas aumentou 29% entre 2023 e 2025.

Apesar do aumento no emprego, o levantamento indica diferença de rendimentos, já que, em Alagoas, mulheres receberam, em média, R$ 2.502,33, enquanto homens tiveram remuneração média de R$ 2.819,21 no mesmo período analisado.

Entre os recortes por raça, mulheres negras tiveram rendimento médio de R$ 2.313,24, e mulheres não negras de R$ 3.083,38, enquanto homens negros receberam R$ 2.632,32 e homens não negros R$ 3.719,26, conforme os dados do relatório.

No cenário nacional, mulheres receberam, em média, 21,3% a menos que homens em 2025, percentual superior ao registrado em 2023, quando a diferença era de 20,7%, mantendo o quadro de desigualdade no setor privado.

O relatório também aponta que 23,6% das empresas em Alagoas adotam políticas de incentivo à contratação de mulheres, incluindo ações voltadas a mulheres negras, pessoas com deficiência, população LGBTQIAP+ e vítimas de violência.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que “Quando nós defendemos a igualdade salarial, não estamos defendendo puramente aquele número nominal de valor do salário das mulheres e homens numa empresa”.

Ela acrescentou que “Nós estamos falando da função que essa mulher está, das condições de trabalho em que ela se encontra, dos direitos que ela já tem garantidos e que muitas vezes não são cumpridos”.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, declarou que “Não é somente a igualdade de salário na mesma função”, e citou a necessidade de avanço na presença feminina em cargos e trajetórias profissionais dentro das empresas.


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