Pesquisa IBGE
Alagoas aparece entre os estados com menor renda do país em 2025
Estado teve rendimento domiciliar per capita de R$ 1.401, enquanto média nacional chegou a R$ 3.367
Alagoas teve rendimento médio domiciliar per capita de R$ 1.401 em 2025, segundo dados divulgados pelo IBGE na sexta-feira,8. O valor ficou abaixo da média nacional, de R$ 3.367, sendo a quarta menor renda no país, acima apenas do registrado no Maranhão (R$ 1.231), Acre (R$1.372), Ceará (1379).
Em todo o Brasil, a renda média mensal, considerando todas as fontes, chegou a R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica da pesquisa. O resultado representa alta real de 5,4% em relação a 2024, quando a média era de R$ 3.195.
O rendimento médio mensal do trabalho ficou em R$ 3.560, crescimento de 5,7% na comparação com o ano anterior e de 11,1% em relação ao período pré-pandemia, em 2019.
As Regiões Nordeste e Norte apresentaram os menores valores de rendimento médio domiciliar per capita (R$ 1 470 e R$ 1 558, respectivamente), substancialmente abaixo do valor registrado nas demais Regiões: R$ 2 734, na Região Sul, R$ 2 712, na Centro-Oeste, e R$ 2 669, na Sudeste.

Veja as principais informações da pesquisa do IBGE:
- Do total de 212,7 milhões de pessoas residentes no Brasil em 2025, 67,2% possuíam algum tipo de rendimento, o maior nível da série histórica da pesquisa e equivalente a 143,0 milhões de pessoas;
- O rendimento médio habitualmente recebido de todos os trabalhos, em 2025, foi de R$ 3.560, o valor máximo registrado desde o início da pesquisa, com crescimento de 5,7% em relação a 2024 e de 11,1% em comparação a 2019, ano que antecedeu a pandemia.
- A massa de rendimento mensal real de todos os trabalhos atingiu R$ 361,7 bilhões em 2025, o maior valor da série, com crescimento real de 7,5% frente a 2024 e de 23,5% em relação a 2019;
- Com o resultado do último ano, somam-se quatro anos consecutivos de crescimento da massa de rendimento do trabalho a taxas anuais superiores a 6,0%;
- O rendimento médio mensal real domiciliar per capita alcançou R$ 2.264, em 2025, o maior valor da série histórica da PNAD Contínua, com crescimento de 6,9% em relação a 2024 e de 18,9% frente a 2019;
- O rendimento domiciliar per capita nos domicílios que recebiam o Bolsa Família, em 2025, foi de R$ 774, o que corresponde a menos de 30% do rendimento médio daqueles que não recebiam tal benefício;
- Considerando o rendimento domiciliar per capita, em 2025, os 10% da população com os maiores rendimentos receberam, em média, 13,8 vezes mais do que os 40% com os menores rendimentos.
- O décimo da população com maior rendimento domiciliar per capita detinha, em 2025, 40,3% do total da massa de rendimentos domiciliares, parcela superior à que possuíam os 70% da população com os menores rendimentos.
No que se refere às outras fontes de rendimento, aposentadorias e pensões seguiram como a principal categoria, alcançando 13,8% da população residente. Em 2025, 9,1% da população recebia rendimentos de programas sociais do governo, percentual que se manteve relativamente estável em relação a 2024, mas em patamar superior ao período anterior à pandemia. As Regiões Nordeste (15,8%) e Norte (13,7%) tinham os maiores percentuais de pessoas com rendimentos de programas sociais.



