ALAGOAS

Empresária presa ao tentar embarcar com passagem de comissária é solta

Suspeita afirma ter sido vítima de fraude envolvendo venda de milhas
Por Redação 11/05/2026 - 18:10
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Ascom Setur
Empresária foi presa no Aeroporto Zumbi dos Palmares e liberada após audiência de custódia
Empresária foi presa no Aeroporto Zumbi dos Palmares e liberada após audiência de custódia

A empresária Lourenna Maria Silva Barreto, de 27 anos, presa após tentar embarcar em um voo usando uma passagem emitida em nome de uma comissária de bordo, foi colocada em liberdade após audiência de custódia realizada em Maceió. A decisão foi tomada no domingo, 11, cerca de 24 horas após a prisão em flagrante.

A informação foi confirmada pela defesa da comerciante nesta segunda-feira, 11. Segundo o advogado Marcos Paulo Rodrigues de Oliveira, a Justiça concedeu liberdade à empresária enquanto o caso continua sendo analisado.

Lourenna havia sido detida na sexta-feira, 8, no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, ao tentar embarcar para São Paulo com um bilhete aéreo que custou R$ 22,45. De acordo com a Polícia Civil de Alagoas, a passagem estava emitida em nome de uma funcionária de companhia aérea.


Após denúncia da empresa aérea sobre possível tentativa de embarque irregular, agentes da Delegacia de Proteção ao Turista (Dptur) abordaram a passageira no aeroporto. Durante a verificação, segundo a polícia, ela não apresentou a carteira funcional de comissária de bordo e acabou sendo conduzida à Central de Flagrantes.

A empresária foi autuada inicialmente pelo crime de falsidade ideológica.

A defesa, no entanto, afirma que Lourenna foi vítima do chamado “golpe das milhas”. Segundo o advogado, a comerciante teria comprado a passagem de um terceiro por meio da venda de milhas e recebeu apenas o QR Code para embarque, sem saber que o bilhete estava emitido em nome de outra pessoa.

“A Sra. Lourenna foi vítima do conhecido ‘golpe das milhas’, não tendo utilizado documentos da titular da passagem”, afirmou o defensor.

Ainda de acordo com a defesa, a empresária possui um pequeno comércio em União dos Palmares e viaja com frequência para São Paulo para comprar mercadorias para a loja. O advogado também afirmou que a verdadeira titular da passagem já teria tido os dados utilizados indevidamente em outras situações semelhantes.


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