SAÚDE
Alagoas contabiliza 100.514 crianças com obesidade entre 0 e 9 anos em 2025
Brasil registra mais de 1,1 milhão de crianças
Alagoas contabilizou 100.514 crianças de 0 a 9 anos com excesso de peso em 2025, segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN). O índice representa 33% das crianças avaliadas no estado.
No Brasil, o Ministério da Saúde registrou 1.171.916 crianças com obesidade e outras 783.017 com obesidade grave em 2025. Os números equivalem a 8,94% e 5,97% das crianças de 0 a 9 anos, respectivamente.
Os dados foram divulgados às vésperas do Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, celebrado no dia 3 de junho. O Atlas Global da Obesidade aponta que o Brasil pode ocupar, até 2030, a quinta posição mundial em número de crianças e adolescentes obesos.
A pediatra Mariana Grigoletto, membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA), afirmou que a obesidade infantil deixou de ser um caso isolado e passou a representar um desafio para a saúde pública.
Segundo a médica, o excesso de peso na infância amplia o risco de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares, além de impactos ligados à autoestima e episódios de bullying.
“Os dados revelam que a obesidade infantil deixou de ser uma situação isolada e se tornou um importante desafio para a saúde pública. Além de ter consequências nos primeiros anos de vida, o excesso de peso na infância pode aumentar significativamente o risco de doenças crônicas na adolescência e na vida adulta, o que reforça a importância da prevenção e do acompanhamento precoce”, destaca a pediatra e membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA), dra. Mariana Grigoletto.
Entre as orientações citadas estão o aumento do consumo de frutas, legumes e verduras, redução de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, prática de atividade física e limitação do tempo de tela.
Dados do SISVAN também mostram aumento do consumo de ultraprocessados e bebidas açucaradas ao longo da infância. O levantamento indica mudança nos hábitos alimentares das crianças nos primeiros anos de vida.
A pediatra afirmou que a obesidade infantil está ligada à rotina familiar, aos hábitos alimentares e ao ambiente em que a criança vive. Segundo ela, mudanças na rotina podem influenciar a saúde física e emocional ao longo do tempo.



