DECISÃO

Justiça quebra sigilo de policial investigado por matar colegas de farda

Decisão também prorrogou por mais 15 dias o prazo do inquérito que apura o caso
Por Redação 03/06/2026 - 20:49
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Divulgação
Yago Gomes e Denivaldo Jardel foram executados dentro da viatura da Polícia Civil
Yago Gomes e Denivaldo Jardel foram executados dentro da viatura da Polícia Civil

A Justiça de Alagoas autorizou a quebra do sigilo telemático do policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho, investigado por matar dois colegas de trabalho em Delmiro Gouveia, no Sertão do estado. A decisão também prorrogou por mais 15 dias o prazo do inquérito que apura o caso.

O pedido foi feito pela comissão da Polícia Civil responsável pelas investigações. Com a autorização judicial, os investigadores poderão acessar, extrair, analisar e compartilhar informações encontradas no aparelho celular apreendido com o suspeito.

Além da análise do dispositivo, a Justiça permitiu o afastamento do sigilo de aplicativos e conteúdos vinculados a contas de internet utilizadas pelo policial. A medida inclui o acesso a dados armazenados em serviços de nuvem, considerados relevantes para o esclarecimento do crime.


Segundo o delegado Flávio Dutra de Melo, integrante da comissão investigativa, a ampliação da perícia busca reunir novos elementos que possam ajudar na conclusão do caso.

A prorrogação do inquérito foi autorizada na segunda-feira, 1º. De acordo com a decisão, ainda restam diligências consideradas essenciais, entre elas a extração e análise forense dos celulares apreendidos e os exames de confronto balístico das armas recolhidas durante a investigação.

Gildate Goes Moraes Sobrinho foi preso suspeito de matar os agentes da Polícia Civil Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, e Yago Gomes Pereira, de 33 anos. O crime ocorreu na madrugada de terça-feira, 20 de maio, dentro de uma viatura descaracterizada em Delmiro Gouveia.

As vítimas atuavam na 1ª Delegacia Regional do município. Yago era natural de Aracaju, em Sergipe, enquanto Denivaldo nasceu em Sertânia, em Pernambuco.

Em depoimento, o suspeito informou que havia consumido bebidas alcoólicas com os colegas horas antes do duplo homicídio.


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