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Advogado acusado de matar taxista será julgado pelo Tribunal do Júri

MP sustenta que homicídio foi motivado por uma disputa envolvendo pontos de táxi
Por Redação 19/06/2026 - 06:59
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Foto: Caio Loureiro / Dicom TJ/AL
Fórum do Barro Duro
Fórum do Barro Duro

O advogado Stwes Wagner Cavalcanti Manso será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri nesta sexta-feira, 19, em Maceió, acusado de matar o taxista Felipe Rafael Ramos da Silva em novembro de 2020. A sessão está marcada para começar às 8h, no Fórum do Barro Duro.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL), o crime teria sido motivado por uma disputa relacionada à exploração de pontos de táxi no Pátio Shopping Maceió, localizado no bairro Benedito Bentes. Segundo a acusação, o réu e a vítima mantinham uma relação marcada por conflitos frequentes e já haviam registrado boletins de ocorrência um contra o outro.

Conforme o inquérito policial, Felipe Rafael foi morto no dia 26 de novembro de 2020, por volta das 10h30, no bairro Cruzeiro do Sul, na parte alta da capital. A vítima estava dentro de um veículo quando foi atingida por diversos disparos de arma de fogo e morreu no local.

As investigações apontam que os desentendimentos envolviam divergências entre taxistas que atuavam de forma regular nos pontos do shopping e profissionais apontados pelas autoridades como clandestinos. Segundo a apuração policial, o advogado possuía linhas de transporte por táxi entre a região e o município de Satuba, na Região Metropolitana de Maceió.

Ainda de acordo com a denúncia, no dia do crime, Stwes Wagner e Felipe Rafael compareceram à delegacia de Satuba para registrar ocorrências relacionadas a ameaças e discussões envolvendo ambos. O Ministério Público sustenta que, após deixarem a unidade policial, o conflito prosseguiu durante o trajeto de retorno.

Segundo a acusação, a vítima teria parado o veículo nas proximidades da Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa), momento em que o advogado desceu de outro automóvel armado e efetuou disparos contra Felipe Rafael.

O depoimento prestado pelo pai da vítima aos investigadores relata que, antes dos tiros, o acusado teria agredido Felipe Rafael com um soco no rosto e, em seguida, realizado ao menos 11 disparos. O Ministério Público também afirma que os conflitos não se restringiam à vítima, alcançando igualmente o pai de Felipe Rafael.

Durante as investigações, Stwes Wagner admitiu ter efetuado os disparos, mas alegou ter agido em legítima defesa. Segundo sua versão apresentada à polícia, ele já havia sido ameaçado de morte anteriormente e acreditava que Felipe Rafael estivesse armado no momento da ocorrência.

O caso será analisado pelo Conselho de Sentença, formado por jurados populares, que decidirá sobre a responsabilidade criminal do réu pelas acusações apresentadas pelo Ministério Público.


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